Royal Cafe

A Luta do Guionista (ou em inglês: Scriptwriter Vs. The World)

Julho 8, 2009 · Deixe um comentário

Escrever um guião é como estar numa conversa importante e procurar sempre a certeza de todos os caminhos que pisa. O guionista prende-se com uma luta constante de abordar sempre temáticas que, de uma forma ou de outra, sejam verdadeiras. Porque ao mínimo risco que corra, terá sempre do outro lado algum espectador que a confronte. E, garanto-vos, desse outro lado há sempre essa obsessão extrema da contraposição.

Imaginem-se numa reunião. Vocês são vendedores de profissão e encontram-se ali para tentar “impingir” o vosso produto (pode ser, vá lá, um microondas). Certifiquem-se que dominam todas as características do produto, as suas vantagens, bem como toda a radiação envolvente e suas consequências. Tenham sempre a certeza de não cair num tema ou num enigma que não possam resolver. Porque, como vocês sabem, o conhecimento superior do vosso cliente pode ser o suficiente para arruinar o negócio.

Agora imaginem-se numa reunião a uma escala 300.000 vezes superior. Vocês, ali, sentados a tentar vender o vosso produto, esforçando-se para garantir a sua genuínidade e, mais importante, a sua verdade. E imaginem o quão certos têm de estar para evitarem abordar algo que ponha em xeque o vosso domínio.

Esse cenário caótico, meus senhores, é a luta com que o guionista se debate de início ao fim.

Porque basta uma pequena palha para que esses ávidos e astutos espectadores rejeitem o que lhes apresentem e, com ela, atearem a fogueira.

Perante isto, das duas uma, ou fazem como eu e, quando não estão totalmente seguros de um determinado tema ou situação, evitem-no, ou, se forem realmente dotados daquela lábia subtil e evasiva, contornem-no com mestria. Mas, aviso, se optarem por essa via, preparem-se para o pior.

Volto em breve.

(Em retiro criativo)

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Parabéns João!

Maio 25, 2009 · 3 Comentários

Parabéns João Salaviza! Parabéns equipa técnica e artística do “Arena”!

Não sei bem porquê, mas acompanhei esta edição de Cannes (à distância) sempre com um feeling diferente. Algo me disse desde o início que esta 62ª edição do mais prestigiado festival de cinema mundial seria diferente de todas as outras.

Por volta de dia 13 de Maio vi este excerto do Fotograma e admito que ganhei uma curiosa esperança:

Foi excelente para o pessoal de “Arena” ter o filme seleccionado entre as 9 curtas-metragens em competição deste programa de 2009.

Vencê-la, foi um feito histórico.

Nunca um cineasta português havia ganho a máxima distinção, seja de curta ou longa metragem, no festival de Cannes. João Salaviza conseguiu-o, com 25 anos, ao seu segundo filme.

Isto, senhores, são votos de esperança num futuro muito saudável da cinematografia nacional. Futuro esse cada vez mais próximo.

Com juventude, ambição. Irreverência, dedicação. Amor à causa. Ao querer fazer um filme para “provocar reacção no espectador”.

São dezenas de jovens criativos com muito talento, de Norte a Sul, Este a Oeste, meridiano a meridiano. Há por todo este mundo uma geração artística portuguesa com muita vontade de fazer.

É deixá-los fazer. Materializar as ideias. Aumentar as oportunidades.

Gostava de ver Portugal a aproveitar estes talentos.

De observar uma reconciliação do nosso público com a cinematografia nacional.

De avistar sinais de fumo de um novo movimento do cinema português. De jovens com boas ideias. E possibilidades para as concretizar.

E, acima de tudo, gostava de ver a notícia difundida no blog da Associação de Realizadores de Portugal.

Parabéns João! O ouro é teu!

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Royal Cafe Convida: João e a Sombra

Maio 15, 2009 · Deixe um comentário

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“João e a Sombra são um conjunto de canções melancólicas e soturnas, cantadas em português, onde se cruzam referências do cancioneiro português com influências modernas e mais alternativas.”, in Myspace

Para nós, é uma honra recebê-los no Royal Cafe.

2009 tem sido um ano muito interessante no panorama musical português e João e a Sombra são, sem dúvida, uma das melhores surpresas e promessas nacionais. Liderados por João Tempera, Francisco Santos, João Tubal, Rui Berton e Pedro Tempera completam este interessantíssimo projecto proveniente de Almada. O seu EP homónimo de estreia já está nas lojas e vale bem a pena a compra.

Irresistivelmente viciado nos seus temas desde que os conheci, é com uma enorme satisfação que apresento o vídeo do tema “Dia Não” em exclusivo e primeira mão, aqui, no Royal Cafe.

João e a Sombra – “Dia Não”

Aproveitámos a visita para também colocar algumas questões ao mentor do projecto, João Tempera.

Como se formaram os “João e a Sombra”?

Eu tinha uma série de canções que andava a compôr à guitarra há dois ou três anos e desafiei uns amigos músicos (Francisco Santos, João Tubal, Rui Berton, Ricardo Barreto e mais recentemente o meu irmão, Pedro Tempera), alguns dos quais com quem já tinha tocado noutros tempos com outras bandas, para fazer um projecto em torno dessas canções. Começámos a ensaiar, a exprimentar arranjos e a descobrir instrumentos novos e gravámo-las no nosso local de ensaios o ano passado. Entusiasmá-mo-nos com o resultado e acabámos mandando masterizar o disco no Abbey Road, e fizemos uma edição de autor. E, um pouco ao contrário do percurso normal de uma banda, só depois é que começámos a dar os primeiros concertos de João e a Sombra

Descrevam a vossa música numa frase.

Canções acústicas melancólicas, cantadas em português e com coisas para dizer.

Consideram-se frutos do movimento indie?

O indie enquanto definição de uma sonoridade, é demasiado vago. E só por ser tão generalista é que cabem nessas estantes coisas tão diversas musicalmente. É uma combinação de influências e de estilos muito alargada e dificil de catalogar. Há indies feitos com máquinas e totalmente sintéticos e há indies feitos com uma harpa ou com uma guitarra e um bombo. A música indie é sobretudo uma atitude artistica, que ganhou o nome mais por oposição estética ao sistema mainstream da Pop, do qual se proclama independente, do que pela sua própria sintese. Neste aspecto, somos claramente indies, quase indigentes, por não estarmos de feição com a maré nem a fazer cultura popular ou comercial. Orgulhosamente! E malogradamente!

Quais as vossas principais influências?

Há dois universos de influências na composição dos nossos temas: O literário, porque é um aspecto que eu não remeto para segundo plano quando escrevo uma canção; e a música que ouvimos e de que gostamos. No literário há todo um imaginário mais desencantado que se deve muito às minhas leituras da adolescência: os poetas românticos e malditos, mas também os existencialistas, o Desassossego e outros Pessoas, etc, e também dos livros que vou lendo hoje.  Autores que me inspiram muito mais para escrever sobre estados de espirito e sobre as questões que me ponho no meu confronto comigo “próprio” e com o mundo, do que para a narração de estórias de amor, por exemplo, ou para cantar o campo ou as cidades. E depois, claro, o universo de referências musicais, que é mais variado e eclético, e cheio das influências de cada um dos elementos da banda. Sempre ouvimos coisas muito variadas, e cada qual tem os seus preferidos. Procuramos cada vez mais alargar os nossos horizontes como consumidores de música: mantermo-nos informados do que vai saindo, procurar no passado, emprestar discos uns aos outros, pesquisar, ver dvds, ir lendo umas revistas do assunto, etc. E isso reflecte-se na música que fazemos. Seria demasiado extenso para enumerar, mas houve alguns nomes de que fomos falando com mais frequência enquanto gravávamos, e que são figuras da World Music, da MPB, do Rock, da POP, da Folk, do Fado, da Indie… Ultimamente, determinados aspectos da música clássica também nos têm feito repensar algumas coisas da nossa.

Reconheço traços folk na vossa música. Não os habituais traços norte-americanos que têm generalizado o movimento indie/folk, mas sim registos do cancioneiro popular português. Contudo, imaginando que falaria sobre vocês a um amigo, inevitavelmente teria que descrever o vosso som como uma espécie de Fleet Foxes portugueses. Seria astúcia ou um erro?

Astúcia, talvez. Os Fleet Foxes pegam nessas referências antigas e populares da música americana e trazem-nas para a actualidade, depois de terem descoberto e ouvido mil outras coisas. Nesse aspecto, os cantautores portugueses, sobretudo a geração de Abril, são nomes incontornáveis para quem faz, como nós, música cantada na nossa língua e com forte pendor acústico. Em termos cronológicos, isso e um pouco de fado, são o mais longe que conseguimos ir com o minimo de conhecimento. Há todo um cancioneiro popular português para além disto, que não tem nenhuma influência consciente na nossa música. Depois, há nos F. Foxes, em termos formais, um cuidado com as questões relacionadas com as harmonias de vozes que também é uma coisa que gostamos, e que aliás é um dos grandes trunfos do Zé Mário, por exemplo; o uso de alguns instrumentos tradicionais fora do contexto popular ou folcolórico; uma certa qualidade/fragilidade timbrica; qualquer coisa de low-fi, que em nós não chegou a ser premeditado,… talvez,… tudo isso!… Nunca tinhamos relacionado, mas se o sentiste é porque também pode ser, e visto assim não me parece nada errado.

Que podemos esperar de vocês para 2009?

Estamos a ensaiar bastante e a trabalhar temas novos com a ideia de vir a incluí-los nos concertos e num próximo disco aínda sem datas previstas. O resto se verá!

O que acham do actual panorama da música portuguesa?

Depende dos gostos! Há um ressurgimento da música cantada em português e isso pode vir a ser muito bom quando a malta começar a ter coisas mais interessantes para dizer. De resto, e para já, estou com bastantes expectativas em relação ao novo disco do Rodrigo Leão e acho que o JP Simões está a dar concertos muito muito bons e é uma figura muito especial no panorama.

Que concertos não vão perder de certeza neste verão?

Nunca fui muito festivaleiro. Prefiro os concertos de Inverno na Aula Magna, no Maxime, no Santiago Alquimista, no Music Box e até mesmo os no Coliseu.

Que conselhos dariam a uns jovens pretendentes a músicos?

Eu não tenho autoridade nenhuma para dar conselhos a quem quer que seja nesta área (ainda agora cheguei – se é que já cá estou! – e tomara eu saber fazer para mim) , mas já agora… e mais pela piada… posso só sugerir que não se deixem levar por modas, a menos que precisem de viver disto!

O Royal Cafe agradece a visita. Foi um prazer contar convosco. Antecipo um futuro muito risonho ao projecto.

Voltem sempre!

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Chicken Ala Carte

Maio 8, 2009 · Deixe um comentário

Chicken ala Carte, um filme de Ferdinand Dimabura.
Um momento para reflexão.

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Festival de Verão

Abril 27, 2009 · Deixe um comentário

Acho que já escolhi o meu para este ano…

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Deliciosa Salomé

Abril 26, 2009 · Deixe um comentário

A banda portuguesa sensação de 2008 – Os Pontos Negros – vai apresentar a reedição do seu bem sucedido álbum de estreia, “Magnífico Material Inútil”, no próximo dia 7, na Fnac do Chiado.

O álbum que conquistou milhares de adeptos por este país fora será acompanhado por vídeos de duas actuações da banda e de um inédito de Tiago Guillul, intitulado “Dentes de Lobo”. Será, também, acompanhado por um single novo, de seu nome “Salomé”.

Podem ver aqui o seu vídeo, realizado por Tiago Pereira:

Simpatizei com Os Pontos Negros desde que os conheci.

Contudo, após escutar “Salomé”, fiquei com mais vontade de comprar o novo single do que perante todos os seus anteriores temas. Isto é, vale a pena pôr as mãos na reedição, nem que seja só para ouvir “Salomé” em modo repeat. Magnífico Material Inútil foi interessante. Mas “Salomé” vai mais longe. Sobe um degrau. Ou dois ou três.

E convenceu-me de imediato.

Bom sinal de futuro d’Os Pontos Negros.

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O Post Que Descobre Um Trocadilho Entre Abril e Baril

Abril 25, 2009 · Deixe um comentário

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(imagem de Henrique Matos)

Abril, Abril. Dia 25. Zero Nove.

Sinto uma estranha necessidade de escrever algo neste dia. Previsivelmente.

Sinto, também, a obrigação de celebrar este trigésimo quinto aniversário dizendo aquilo que me apetecer. Livremente.

Mas, acima de tudo, sinto uma enorme incapacidade de me expressar devidamente, tendo em conta a importância da histórica data e a minha parca experiência de todo o movimento que antecedeu a parada dos cravos.

Vivo, hoje, sob um delicioso fascínio de duas épocas distintas: Adorava ter testemunhado parte dos períodos monárquicos que enaltecem a amada história portuguesa – Assim de relance, era capaz de me imaginar sob cavalos, de espada em riste, soltando um corajoso grito patriótico, ou até a sudoeste, debatendo a estratégia além-mares com o nosso querido Infante, em busca de novos horizontes. No fundo, no fundo, sou apenas um turista com picos de imaginação. E demasiado ‘caguinchas’ até para montar a cavalo.

Contudo sinto-me muito mais perto de outro período, que igualmente me fascina. Os idos sessenta, a geração beat, a vontade de mudar, de assumir, de libertar. Movimentos estudantis, culturais, sociais. Inconformismo. Em Portugal, o espaço que antecedeu ‘74. Considero essa geração os heróis dos nossos dias. Foi uma luta diferente. A conquista do bom senso. A vitória dos nossos direitos. ‘Somos humanos ou somos dançarinos’, já diria o outro (creio que é a 2ª vez que parafraseio “os assassinos“  aqui no café).

Quero com isto dizer que, apesar de não me sentir à vontade para elaborar qualquer tipo de crónica referente à conquista dos cravos, dado não ter sentido nunca as alterações derivadas (eu nasci em ‘85), sinto que não devo deixar passar a data em vão, sem soltar um ‘viva!’ que seja. Quanto muito seja porque sou autor de um blog. E não consigo imaginar um blog em regime de censura. Aliás, questiono-me, será possível a existência de uma ditadura num país fortemente adaptado ao uso de internet?

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(mais uma imagem de Henrique Matos)

Seja como for, eu acho que hoje, dia 25 de Abril de ‘09, nós, portugueses, devemos celebrar fortemente. Olhando para o nosso umbigo e perceber a nossa identidade. Com o devido orgulho. Porque há 35 anos efectuámos uma revolução onde imperou totalmente o Bom Senso. Soubemos alterar o cenário com compreensão total e mútua (ou pelo menos quase). Soubemos ter a liberdade de dar um passo em frente. Soubemos gostar de nós enquanto pátria, enquanto cidadãos e, acima de tudo, enquanto humanos. Não desrespeitámos o direito à vida, armados com cravos. E isso, esse episódio, essa diferença, essa vitória, digo-vos, foi absolutamente louvável e única.

Posto isto e porque é dia de nos sentirmos bem portugueses, reflectindo sobre aquilo que faz de nós um povo único e tão especial, sinto-me, sim, na obrigação de partilhar produtos nacionais. Ou pelo menos alertar para eles. Porque merecem a devida atenção. E porque, perante eles, sinto orgulho em ser português. Tal como um puto ‘tuga perante o histórico dia de ‘74.

E assim, hoje, vinte-cinco do quatro de zero nove, recomendo:

- O mega-projecto de Nuno Gonçalves, Fernando Ribeiro, Sónia Tavares e Paulo Praça – “Amália Hoje” – que apaixonadamente revisita alguns temas do legado de Amália Rodrigues, actualizando-os numa modernidade denotadamente POP. Os arranjos de Nuno são fantásticos, a voz de Sónia inconfundível como sempre e o facto de observar o vocalista de Moonspell a cantar bossanova denuncia uma certa aura que não consigo explicar. Deixo-vos o vídeo do primeiro single “Gaivota”:

O vídeo está igualmente muito interessante. Mais ainda se torna quando visto neste dia emblemático de Abril (descobri agora, acidentalmente, que a palavra Abril pode rapidamente tornar-se num trocadilho – “Baril” – conquistas de uma dislexia manual temporária). Para os mais interessados, podem ver um making of do álbum aqui.

O álbum chega às lojas no dia 27 de Abril (2ª feira).

- O projecto de Bernardo Fachada (B Fachada) dá à luz no próximo dia 30 o seu primeiro longa-duração – “Um fim de semana no pónei dourado” – e, pelas músicas disponíveis no seu myspace antevejo um álbum muito interessante. Eu já sigo a música de Bernardo desde os seus experimentais Ep’s caseiros e reconheço o grande passo em frente dado nestes novos temas. Ele é, muito provavelmente, o mais interessante cantautor nacional desta nova geração. Aguardo, assim, ansiosamente pelo álbum.

- Sean Riley & The Slowriders também têm um álbum novo. E o seu primeiro single avançado, “Houses and Wives”, estreou ontem no programa da Antena 3 “A Primeira Vez”. Eu não consegui ouvir, infelizmente, mas espero fazê-lo o mais breve possível. O seu álbum de estreia “Farewell” agradou-me bastante e fez-me companhia ao longo de todo o ano transacto. Vão estando atentos ao myspace deles, que o single deve estar a aparecer.

- No cinema, uma palavra para a estreia em solo nacional, mais concretamente no INDIE LISBOA ‘09, do novo filme de Ivo Ferreira – “Águas Mil”. Trata-se de um road movie português em torno da histórica data de ‘74. A sinopse entusiasma. O trailer também. Espero vê-lo em breve.

E assim se passa mais um aniversário.

Parabéns portugueses.

Parabéns Portugal.

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Vitalidade do Humor Contemporâneo

Abril 22, 2009 · 2 Comentários

O formato de web video está a conquistar cada vez mais o seu espaço na rotina do cidadão contemporâneo.

Particularmente, a web comedy impõe-se neste final de primeira década do novo milénio como o género líder desse moderno formato, isto é, nenhuma outra vertente se apresenta tão bem explorada e criativamente desenvolvida como o humor que tem chegado até nós através de ferramentas como o youtube ou o agora altamente definido vimeo.

Perante este fenómeno de recepção que o humor tem encontrado pelo cyber-mundo fora, numa época em que o web-espectador encontra nos vídeos-sensação da mulher cuja fisionomia não reflecte o admirável timbre vocal ou nas tragédias diárias do mundo futebolístico, com semelhante fascínio ao que outrora provinha dos truques de Meliès e das ilusões Lumierianas, eis que alguns magníficos criativos decidiram estabelecer o padrão da excelência humorística do formato.

College of Humor, um grupo sediado em Nova-Iorque, é realmente delicioso em termos de conteúdos humorísticos. No seu website, a variação de artigos diários e a criação de web videos regulares são um must para os milhares de visitantes diários.

Deixo aqui alguns sketches exemplificativos:

Podem seguir este exemplo de criatividade no twitter. E explorar o seu canal do youtube.

Outro exemplo de criadores dá pelo nome de Reckless Tortuga. Podem visitá-los aqui. E rir com coisas como estas:

Explorem o seu canal do youtube.

A fórmula é mágica. Que o digam os nossos Gato Fedorento, Bruno Aleixo e demais peças oriundas das excelentíssimas PF.

O humor está vivo e recomenda-se.

Esperemos pelo contágio aos demais géneros.

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Pitchfork Apresenta: Kevin Drew, Realizador

Abril 10, 2009 · 1 Comentário

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Kevin Drew, um dos fundadores do conjunto canadiano Broken Social Scene, realizou uma curta-metragem com Leslie Feist, Cillian Murphy e David Fox, intitulada “The Water” (em jeito de videoclip extenso sobre o tema homónimo de Feist).

A própria Feist descreve-a como uma espécie de conceito “Thriller” (ícónico videoclip do tema de Michael Jackson), embora sem dança zombie.

Produzida pela Revolver Films, esta curta-metragem de 15 minutos foi disponibilizada pela Pitchfork, numa apresentação especial, bem como uma entrevista com Leslie Feist e Kevin Drew, referente ao filme.

Eu gostei do que vi. Conto de fadas quase sem diálogos, com um suspense atmosférico a la Sergio Leone e, claro, uma música fantástica a embalar a emoção final. Fico com vontade de ver futuros trabalhos de Kevin Drew que aqui, em 15 minutos, demonstrou uma sensibilidade cinematográfica invulgar. E muito prometedora.

Podem ver a curta aqui.

E a entrevista aqui.

Mais uma excelente iniciativa da Pitchfork e, obviamente, dos seus autores. Parabéns de novo!

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Miroir Noir: 1 Semana Grátis

Abril 4, 2009 · Deixe um comentário

Para todos os demais adeptos entusiastas daquela que considero a banda mais importante do novo milénio, comunico-vos que a Pitchfork disponibilizou o documentário experimental “Miroir Noir”, na íntegra, para visualização no seu website.

“Miroir Noir”, dirigido por Vincent Morriset e filmado por Vincent Moon, é uma experiência imperdível em torno das gravações do muito aclamado 2º álbum do conjunto canadiano – “Neon Bible”.

Tal como eu já o fiz, deliciem-se aqui.

Aproveitem, dado que a oferta só durará 1 semana.

Obrigado Pitchfork. Obrigado Arcade Fire.

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