Royal Cafe

Entradas desde Dezembro 2007

TOP 2007

Dezembro 30, 2007 · Deixe um comentário

Melhores Álbuns Estrangeiros 2007:

1. The National – “Boxer”

2. The Arcade Fire – “Neon Bible”

3. Radiohead – “In Rainbows”

4. Kanye West – “Graduation”

5. Patrick Wolf – “The Magic Position”

6. Klaxons – “Myths of The Near Future”

7. Feist – “The Reminder”

8. The Good, The Bad & The Queen – “The Good, The Bad & The Queen”

9. Beirut – “The Flying Club Cup”

10. Of Montreal – “Hissing Fauna, Are You The Destroyer?”

11. LCD Soundsystem – “Sound Of Silver”

12. Devendra Banhart – “Smokey Rolls Down The Thunder Canyon”

13. Andrew Bird – “Armchair Apocrypha”

14. Spoon – “Ga Ga Ga Ga Ga”

15. Queens of The Stone Age – “Era Vulgaris”

16. Bruce Springsteen – “Magic”

17. The Rumble Strips – “Girls & Weather”

18. Arrah & The Ferns – “Evan is Vegan”

19. The Hives – “The Black & White Album”

20. Battles – “Mirrored”

Melhores Álbuns Nacionais 2007:

1. David Fonseca – “Dreams in Colour”

2. Clã – “Cintura”

3. Wray Gunn – “Shangri La”

4. Jorge Palma – “Voo Nocturno”

5. Coldfinger – “Supafacial”

6. Da Weasel – “Amor, Escárnio e Maldizer”

7. Blasted Mechanism – “Sound In Light”

8. Micro Audio Waves – “Odd Sized Baggage”

9. Pedro Abrunhosa – “Luz”

10. Tiago Bettencourt & Mantha – “O Jardim”

Melhores Filmes 2007:

1. “Gangster Americano”, de Ridley Scott

2. “Black Snake Moan”, de Craig Brewer

3. “Ratatouille”, de Brad Bird

4. “I Am Legend”, de Frank Lawrence

5. “300″, de Zack Snyder 

6. “Reign Over Me”, de Mike Binder 

7. “Zodiac”, de David Fincher 

8. “Bug”, de William Friedkin

9. “Transformers”, de Michael Bay

10. “Piratas das Caraíbas: Nos Confins do Mundo”, de Gore Verbinski

Todas as listas foram elaboradas em função dos álbuns que ouvi e dos filmes que vi ao longo do ano. É, assim, uma lista de cariz pessoal e refere-se à quantidade das obras que conheci. Nomeadamente em relação ao cinema, a qualidade dos filmes ficou um pouco àquem do que eu esperava (pelo menos comparando com 2006), mas acredito que os filmes que por agora vão estreando em Portugal vão alterá-la significativamente (como exemplo os muito aguardados: “No Country For Old Men”, dos irmãos Coen; “Sweeney Todd”, de Tim Burton; “There Will Be Blood”, de P.T. Anderson; “Into The Wild”, de Sean Penn, entre outros).

Em relação à música considero que foi um bom ano a um nível global e refiro o meu orgulho nos principais álbuns nacionais deste ano que por agora finda, alguns dos quais certamente figurariam num top absoluto da minha autoria, como uns dos melhores álbuns mundiais do ano.

E assim, venha 2008.

Categorias: Cinema · Crónica do Proprietário · Geral · Música

Eu Queria Ter Estado Lá

Dezembro 30, 2007 · Deixe um comentário

Sem dúvida!

Categorias: Eu Queria Ter Estado Lá · Música

Holocausto Canibal

Dezembro 30, 2007 · Deixe um comentário

cannibalholocaustdeled.jpg

Por muitos considerado o mais horrendo filme de sempre, “Holocausto Canibal”, de Ruggero Deodato (1980) é um dos melhores exercícios de terror jamais feito. 

Não obstante o seu elevado conteúdo “impressionista”, em muitos casos defendido como exemplo máximo de cinema gore, a difusão que a obra opera entre a ficção e o documentário aufere-lhe uma brilhante mestria na abordagem das questões sociológicas patentes ao longo da sua narrativa – por estas duas interpretações, a obra tem desenvolvido uma espécie de culto em seu redor, apesar dos opostos eixos em que se enquadram. Isto é, uns defendem-na como uma das maiores obras gore de sempre, outros como um dos mais interessantes exercícios sociológicos jamais registados em filme. Porém, é óbvio que tal disparidade levante a seguinte questão: Como pode um dos maiores exemplos de cinema gore, subgénero cinematográfico reconhecido pelo seu aspecto “série B” e pelo número reduzido de custos de produção e de questões temáticas ser, ao mesmo tempo, um brilhante exercício de reflexões sociológicas tão pertinentes, que transformaram o filme em objecto de análise e de estudo um pouco por todo o mundo? É que, de facto, “Holocausto Canibal” é essa ambivalência. Essa ousadia e, simultaneamente, essa riqueza. É um filme sobre a barbaridade. E sobre como ela é inata em todo o ser humano.

A própria narrativa tem duas fases distintas bem demarcadas: A primeira metade do filme em que acompanhamos o percurso de um professor norte-americano pela Amazónia, investigando o desaparecimento de um grupo de 4 jovens cineastas e em que somos confrontados com uma realidade completamente diferente da nossa (os hábitos e os costumes das tribos quase primatas que habitam a região) e uma segunda parte em que observamos os registos fílmicos cruelmente obtidos/forjados/ficcionados pelos respectivos cineastas, enquanto filmavam essas tribos longínquas. E, ao longo de toda a história, o filme horroriza. Pela crueza das imagens e pelo impressionismo que causa a sua visualização. Mas também, e acima de tudo, pela progressiva regressão que vai denotando, às profundezas da crueldade do ser humano, ilustrando a humanidade tal como ela é. Por ambos os casos, considero-o um filme notável. E um excelente exemplo de terror.

Certamente a maior influência para obras esteticamente semelhantes que surgiram posteriormente, tais como o “Projecto Blair Witch”, de Daniel Myrick e Eduardo Sánchez, ou o recente “Cloverfield”, de Matt Reeves (ainda por estrear em Portugal), o estilo “genuíno”, quase documental, que grande parte do filme retrata é de tal forma realista que, na data de estreia do filme em Itália, originou a detenção do realizador, por pretensos maus-tratos a pessoas e animais durante a rodagem.

“Holocausto Canibal” é, seguramente, um filme controverso. Pela sua crueza. Mas é exactamente essa crueza que o torna genial. Por expor as coisas tais como elas são. Sérgio Leone, após a sua estreia, enviou de imediato uma carta a Ruggero Deodato, congratulando-o pela genial obra que fizera. Eu não sou tão excêntrico, mas considero-o um “must-see” na história do cinema. Não só para os fanáticos de terror. E, da sua visualização, retiro uma certeza: Se um dia um filho meu me perguntar o que é a barbaridade, sento-o num sofá, ponho este filme no leitor e carrego no play. Nada mais a definirá tão brilhantemente.

Trailer

Imdb

Categorias: Cinema · Royal Cafe Recomenda