Psycho, Shining, Alien & Aliens, Nosferatu, The Exorcist, Halloween, The Birds, Delicatessen, A Nightmare on Elm Street, Das Cabinet des Dr. Caligari, Friday 13th, The Descent, The Ring, The Silence of The Lambs, Seven, Identity, Tales From The Crypt, Bram Stoker’s Dracula, Wolf, Bug. E, pelo meio, Lat den Ratte Komma In (Let The Right One In).
Desta mescla nasceu Ground Zero, uma série de terror escrita por mim e que vai ser produzida brevemente pela Red Lobby Filmes.
Porque “The King of Kong: A Fistful of Quarters” (2007) é uma lição de cinema.
Parabéns a Seth Gordon que, partindo de uma premissa original, realizou este fantástico documentário.
Estruturado segundo os clássicos moldes de uma boa narrativa cinematográfica, “The King of Kong” é um convite a participar na jornada de Steve Wiebe, um pai de família norte-americano que decide empenhar-se em conquistar o título de melhor jogador de Donkey Kong do mundo. E, para isso, terá que bater o recorde de mais de 20 anos que Billy Mitchell detém.
É entrando neste alucinante mundo dos videojogos que embarcamos numa viagem aos confins da psicologia humana. “The King of Kong” é um testemunho de preserverança, coragem, ambição e hipocrisia. É uma verdadeira jornada de emoções que em nada deve às sagas de Rocky Balboa ou de Randy ‘The Ram’ Robinson em busca de glória.
“THE GUYS FROM THE CARAVAN juntaram-se em finais de 2006 e, desde então, têm vindo a dar concertos um pouco por todo o país. Com poucos meses de existência, gravam a primeira demo caseira com 4 temas e que viria a ser editada pela NetLabel Rasarte em Junho de 2007. Lançam agora no mercado o álbum de estreia – NOAH’S ARK OF PAIN – que contou com a produção de Flak e de onde foi seleccionado o tema THE GUY FROM THE CARAVAN como primeiro single em jeito de apresentação. A convite de Henrique Amaro, integram na compilação Novos Talentos FNAC 2008, com o tema JUST KISS ME. Uma compilação que já conta com mais de 30.000 exemplares vendidos.” (Biografia Oficial dos The Guys From The Caravan)
O Royal Cafe simpatizou desde logo com os The Guys From The Caravan.
E, depois de colaborações na composição das bandas-sonoras de alguns dos meus anteriores projectos cinematográficos (BSO da curta-metragem “Coisa Hindu” e parte da BSO da curta-metragem “Azeitona”), eis que os recebo pela primeira vez no nosso espaço.
Deixo aqui a conversa que tive com o Bruno Vasconcelos (vocalista e guitarrista da banda).
É com grande prazer que anuncio o mais recente espaço do Royal Cafe.
Há algum tempo que me questionava com o que poderia fazer na nossa cave. Desde o momento em que adquiri o espaço que sempre tive a certeza de que algo interessante adviria daquele espaço. Porém, 2 anos passados da abertura do Royal Cafe e da minha crescente insatisfação a cada uma das investidas rotineiras em busca de reforços de guardanapos e garrafas de vinho do porto (a corticeira que as alberga é de facto um esplendor e merecia mesmo estar bem à entrada do Royal Cafe, para gáudio dos visitantes), senti-me na obrigação de pegar na vassoura.
A meio da limpeza (e de inúmeras ideias de possibilidades para rejuvenescer o espaço), puxei o cadeirão secular que intimamente faz parte do local (diz-se pela comunidade que o espaço pertencera a um fidalgo respeitado de norte a sul) e, sentindo-me dono e senhor, decidi que não deveria continuar com aquela calamidade. Cheguei até, imagine-se, a pensar em pintar o espaço de cor-de-laranja, em tons condizentes com uma modernidade que se quer vanguardista. E, ali, sentado no cadeirão enquanto olhava para as desgastadas paredes ancestrais, assenti que não seria essa a via.
Uma cave vale pelo seu todo. Pelos anos de humidade inerente. Pelas centenas de aranhas coloniais.
Pelas suas memórias. E esperanças.
Quis abri-la assim ao público. Mostrá-la, tal como é. E deixá-lo participar.
Em jeito de tertúlia, chamei-lhe “Ninho da Cobra”. Porque, homenageando os verdadeiros artistas da célebre Motown, espero que deste ninho obtenhamos também nós bons resultados (“The Snake Pit” era o nome do estúdio de experimentações onde o aglomerado de músicos The Funk Brothers criava verdadeira magia). Que o mote seja lançado, em jeito denominador.
E, inaugurando o espaço, ponho na mesa o primeiro projecto.
Sempre me fascinou o conceito de road-movie.
Apocalypse Now, Diarios de Motocicleta, Y Tu Mama También, Thelma & Louise, Rain Man, Stand By Me, The Wizard of Oz, The Grapes of Wrath, Into the Wild, Almost Famous, Sideways, Natural Born Killers, Little Miss Sunshine, Fear and Loathing in Las Vegas ou os recentes The Happening e My Blueberry Nights, para nomear alguns. Inclusive o Dumb & Dumber, o Forrest Gump ou a primeira hora de Rat Race, ao seu jeito.
Adorei embarcar nessas aventuras. Sentir-me parte da viagem, presenciando locais, momentos e experiências singulares.
Arrisco-me a dizer que, para mim, este é um dos géneros que melhor eleva ao expoente máximo a magia do cinema.
E, posto isto, apresento Indie (cartaz meramente ilustrativo e promocional/salvaguardo a produção ainda não assegurada pela Red Lobby Films e os direitos de imagem da Converse), um projecto meu de longa-metragem cujo guião se encontra em fase de conclusão.
“Indie” vai ser um road-movie influenciado por todos estes filmes e muitos mais. Será, acima de tudo, influenciado pelo conceito de Indie. E a história começa em Manchester, no começa-a-ser-longínquo ano de 1987.
O Royal Cafe tem o orgulho de apresentar, pela primeira vez no seu espaço, um evento com duas bandas convidadas.
Senhoras e Senhores, convosco, Destil’Art:
Projecto que data de 2006, formado por membros dos extintos Overdrive, Destil’Art afirma-se como uma promessa da música portuguesa.
Oriundos da região da Serra da Estrela, Flávio Torres (voz e guitarra), Manuel Póvoa (baixo), John Hamilton (bateria) e Marco Silva (guitarra) editaram o seu primeiro Ep em 2008, intitulado “O Fim e O Princípio”, que está disponível para download no site da banda. Actualmente encontram-se a trabalhar no próximo álbum.
Deixando o prenúncio que poderão advir coisas muito interessantes deste projecto, é com grande prazer que o Royal Cafe os chama ao palco.
Na sua visita ao Royal Cafe, os Destil’art presentearam os presentes com o seu single “Casos Banais”.
E, aproveitando a sua presença, colocámos-lhes as seguintes perguntas:
Royal Cafe: Que dificuldades extra encontra uma banda do interior de Portugal?
Destil’Art: No nosso caso formar a banda foi um processo muito natural sem grandes preocupações visto ser constituída por amigos e companheiros de música de longa data, já nos aturamos há mais de 12 anos e no fundo somos uma família grande ou talvez uma irmandade onde somos o sinónimo uns dos outros. Encontramos vantagens no nosso meio (interior) porque todos os músicos se conhecem e participam em projectos paralelos sem qualquer problema, aqui todos nos damos bem e assim que haja oportunidade de nos ajudarmos mutuamente isso acontece com facilidade. As únicas dificuldades que sentimos tem a ver com a falta de apoio á promoção e divulgação o que não aconteceria se estivéssemos noutros locais estratégicos do nosso país, mas de facto aqui vivemos num cantinho inspirador tranquilo que vale por outras coisas que ganharíamos noutros lugares.
No vosso Myspace encontramos várias fotos de artistas musicais portugueses, na secção das vossas influências. São nomes como José Afonso, Sérgio Godinho, entre outros, referências incontornáveis dos Destil’art?
Essas referências fotográficas incluídas no nosso Myspace advêm de um conjunto de valorismos musicais no qual nós achamos importantes e que nos identificamos pessoalmente.Musicalmente sentimo-nos satisfeitos sermos influenciados por este género de artistas que no entanto são apenas alguns sobre o qual nos sentimos próximos, por isto a nossa música transpira um transformismo de faixa para faixa que obviamente se enquadra sempre no conceito “Rock”.
O que mudariam no vosso trajecto, se pudessem?
Não mudaríamos o nosso trajecto mas sim o nosso meio para uma melhor abertura musical e cultural, incluiríamos um roteiro e espaços no nosso interior onde as novas bandas tivessem oportunidade de apresentar os seus trabalhos assim como mudaríamos também o trajecto de algum capital de instituições dominantes para que fosse investido na cultura e apoio á divulgação das coisas boas que por aqui se fazem, porque o nosso verdadeiro trajecto e objectivo é tocar ao vivo e sentir o público.
Estão satisfeitos com a produção do vosso EP?
Olha o nosso álbum foi produzido por nós juntamente com o Gil Duarte e a masterização ficou a nosso cargo, atendendo ao orçamento que nós tínhamos disponível ( Low Cost), ás condições que foram boas e ao grande empenho desenvolvido por nós e por uma vasta equipa de gente apaixonada de várias áreas artísticas o resultado final é Satisfação completa.
Ao ouvir os vossos temas reconheço algumas influências dos Ornatos Violeta. Talvez pela parecença da voz do Flávio com a do Manuel Cruz. São os Ornatos uma influência vossa?
Atendendo a essa relação nós apenas compomos aquilo que de facto sentimos e obviamente que algumas das nossas influências estão presentes e irão continuar futuramente, achamos que temos muitas coisas boas que nos são próprias como o casamento perfeito da melodia com os sons mais rockeiros onde o caminho lírico se enquadra numa poesia em que o publico se poderá identificar facilmente.
O que podemos esperar dos Destil’art enquanto banda, para o futuro?
Enquanto banda queremos compor, gravar, tocar, enfim rockar por este país fora e ficamosfelizes.
Onde é que preferiam actuar? Super Bock, Super Rock, Sudoeste, Alive ou Paredes de Coura?
Qualquer um deles tem um carisma fantástico e tocaríamos em qualquer um , mas é certo que o Paredes de Coura o Super bock Super rock ou mesmo o mais recente Alive serviriam melhor a nossa musicalidade visto estes terem um formato que se adequa ao nosso género.
Qual o artista com quem mais gostariam de partilhar o palco?
Ui ui ui, pergunta difícil…. Olha Luís como imaginas há tantos artistas com que gostaríamos de partilhar o palco. Nacionais todos aqueles que gostamos sei lá, o Palma o Godinho e todos os novos projectos de boa música que por aí andam. Internacionais podia ser Led zeppelin, Jimi hendrix talvez o Zappa os The Who a abrir um concerto nosso e o Bob Dylan a preparar-nos o catering no camarim (brincadeira).
O que têm a dizer sobre esta visita ao Royal Cafe? O que acharam do público?
Quanto ao Blog “Royal Café” tem um conceito bem interessante ao qual dirigimos os parabéns e o nosso verdadeiro apoio. É sem duvida uma união de artigos e pensamentos de diferentes áreas que promovem e ajudam a divulgar os mais diversificados projectos. Tiramos o chapéu. O Público somos todos nós que encaram o meio artístico saudável e sincero e é este público que dá a força para que se continue a trabalhar com a máxima dedicação, sim somos exigentes tranquilos.
Felicidades e Abraços dos Destil’art
Para a segunda parte do evento, é com grande prazer que anuncio, directamente de Malta: Beangrowers!
Oriundos da mediterrânica ilha de Malta, Alison Galea (voz/guitarra), Mark Sansone (baixo/synths) e Ian Schranz (bateria/synths), compõem os Beangrowers.
Projecto pop/rock já com três álbuns editados, viram vários dos seus singles rodar regularmente na MTV e na VIVA. Estabelecidos em Berlim, na editora Rough Trade, partilharam palcos com os Elbow, Tindersticks, Stereophonics e dEUS, entre outros. Wim Wenders usou o tema “The Priest”, dos Beangrowers, no seu filme de 2005 – “Land of Plenty”.
3 anos consecutivos a formar parte do cartaz do prestigiado festival norte-americano SXSW, os Beanrgowers são já uma certeza da música europeia, com álbuns vendidos em todo o mundo.
Na sua visita ao Royal Cafe, os Beangrowers partilharam com a audiência dois dos seus mais recentes temas:
Aproveitámos a sua presença para lhes colocar as seguintes questões:
Royal Cafe: Vocês são provavelmente a primeira banda que já alguma vez conheci oriunda de Malta. É difícil exportar música de lá?
Beangrowers: Como Malta é uma ilha pequena, sem um verdadeiro mercado musical, sempre foi difícil para bandas de lá promoverem a sua música localmente e, acima de tudo, exportá-la. Quando começámos era muito difícil promover a nossa música e quase impensável exportá-la. Realmente, foi uma sorte sairmos de lá e percebermos como funcionam exactamente as coisas. Hoje as coisas estão um pouco melhor para as bandas maltesas, mas a situação geográfica da ilha complica sempre.
SXSW é a maior referência para bandas emergentes. Como foi, para vocês, estar no festival?
Da primeira vez foi incrível, a segunda foi muito fixe, a terceira foi gigantesca e descontrolada!! Foi sem dúvida uma grande experiência e que nos colocou no lugar, ao percebermos como centenas de bandas partilhavam o palco com expectactivas semelhantes… Apesar disso, fomos muito bem recebidos e tivemos bom feedback (apesar de ninguém saber onde ficava Malta, claro).
Qual a sensação de ter uma música vossa num filme de Wim Wenders?
Wim Wenders sempre foi o nosso realizador preferido e ter uma música num filme dele foi um sonho tornado realidade. Não é todos os dias que tens uma música num álbum ao lado de nomes como Leonard Cohen e David Bowie…
Porquê Berlim? É mesmo a capital europeia da cultura, nos dias de hoje?
Berlim foi o nosso primeiro lugar, graças à editora Rough Trade, que é de lá. Actualmente já não vivemos lá, mas continua a ser uma das nossas cidades preferidas, pela música, pelas pessoas e a vida em geral.
Vocês afirmam-se como um cruzamento entre Blondie e Joy Division. Eu reconheço traços grunge na vossa música. Quem são as vossas maiores influências? E vossos preferidos da actualidade?
Pela nossa idade percebes que crescemos na época grunge, mas sempre seguimos projectos mais antigos ao grunge. Sempre fomos buscar inspiração a música mais antiga e filmes mais antigos do que os anos 90.
Qual será o movimento musical do futuro?
Banda-sonora porno. Seria interessante, não?
Qual a sensação de estar no Royal Cafe? O que mudariam no espaço?
Estamos gratos pelo convite e contentes por saber que vamos ser divulgados em Portugal! Não nos ocorre nada que possamos alterar no espaço. Continuação de bom trabalho!
Obrigado!
Alison, dos Beangrowers
O Royal Cafe agradece a presença de ambos! Voltem sempre!
“Mr. Sadman”, primeira longa-metragem de Patrick Epino (realizador norte-americano eleito pelo Independent como um dos nomes a reter para 2009) deixou-me curioso. A sua premissa não deixa ninguém indiferente – um duplo de Saddam Hussein que, após ser despedido, decide tentar a sorte em Los Angeles, mesmo antes de estalar o conflito no Kuwait… A julgar pelas imagens do trailer, o filme parece estar bem divertido e interessante.
Deixo aqui também “Void”, a divertida curta-metragem que fez em 2005 e que merece bem uma visualização.
A história dos Pyroscaphe abre-se nos primeiros meses de 2008.
Quatro músicos Portugueses (Braga) reuniram-se em torno de um objectivo comum – traduzir a crueza das margens da vida para
som e música.
Fred (voz, guitarra, teclados) dos “At Freddy’s House”, Rui (bateria) ex-membro dos “Big Fat Mamma”, Figas (baixo) e Márcio (guitarra)
ex-membros dos “La Resistance” construíram, com as linguagens do rock e dos blues, uma invulgar versão deste mundo enegrecido.
O álbum de estreia da banda, “Undergod, Underdog”, abre uma porta para as ruas de um lugar onde bandidos, assassinos, mendigos e jogadores são personagens centrais. Demónios, cães, espantalhos e garrafas de vinho invertem a ordem normal das coisas, preenchendo um mundo onde também Deus defronta a sua própria fragilidade. Em cada música encontramos uma destas histórias.
O álbum, lançado em iTunes, Napster e eMusic pela editora norte- -americana “Poison Tree Records” (sediada em Los Angeles, CA), está disponível para download em 23 países.
Podem fazer aqui o download do primeiro single de “Underdog, Underdog”, intitulado “The Walking Scarecrow”.
Aproveitando a ocasião da sua visita, segue-se uma pequena conversa que tive com o Rui Rodrigues:
Royal Café: A vossa formação resulta quase como uma all-star band de anteriores projectos bracarenses. Essas experiências anteriores são decisivas no sucesso de Pyroscaphe? Ou este projecto rompe completamente com os anteriores ideais que cada um de vós tinha?
Rui Rodrigues: Para ser completamente honesto terei de responder afirmativamente a ambas as questões: ou seja, as experiências anteriores dos músicos que compõem os Pyroscaphe são, sem dúvida, um elemento fundamental da construção da personalidade individual de cada um dos músicos. É precisamente essa experiência passada que nos conduz a um processo de evolução, aberto, livre, sem medo de experienciar novos métodos, em suma, abordagens distintas daquilo que cada um de nós já experimentou no passado.
O vosso álbum, “Underdog, Underdog”, foi editado pelo selo norte-americano Poison Tree Records e está disponível para compra em 23 países. O facto de cantarem em inglês foi decisivo no lançamento do álbum pela editora californiana?
Eu penso que sim. A língua inglesa é ainda um veículo universal, e por outro lado, é uma língua clássica do rock. Não direi, contudo, que o facto de cantarmos em inglês tenha sido o factor mais importante para a nossa editora, simplesmente é importante em termos de internacionalização.
Reconheço traços de projectos como Queens of The Stone Age, Pearl Jam, Tool, Soundgarden ou Stone Temple Pilots na vossa música. São essas as vossas principais influências? Se não, quais são?
Pessoalmente, revejo influências em todos eles, mas admito que o grupo encerra uma quantidade infinita de influências pois todos nós nos movemos em áreas musicais muito distintas. Em todo o caso, penso que não cometo nenhuma incorrecção se disser que as influências mais partilhadas serão aquelas que nos chegaram através do grunge (para utilizar projectos referidos diria Pearl Jam ou Soundgarden).
Acham que a divulgação que os diversos meios de comunicação portugueses fazem aos novos projectos nacionais é insuficiente?
Eu não colocaria a questão em termos de suficiência. Aquilo que penso, a título pessoal, é que não existe em muitos casos pluralidade. Não há ainda muitos meios de comunicação a tratar de uma forma equivalente quer os projectos mainstream quer os projectos mais alternativos. Embora existam casos absolutamente dignos de uma política editorial (de organização da redacção, etc.) consistentemente apoiada nos valores da pluralidade, o facto é que a grande maioria (que corresponde simultaneamente às grandes difusoras de opinião) das corporações dos media não tende a referir os projectos emergentes e, por norma, quando o faz já leva algum atraso.
O tema “Mobster Outfit” demonstra bem a vossa versatilidade musical. Se eu utilizasse “System of a Downtempo” como um adjectivo descritivo do tema, qual seria a vossa reacção?
Para já seria de espanto. Honestamente penso que nenhum de nós contaria ouvir tal adjectivo relativamente a este tema, mas essa é a parte interessante da música, a que diz respeito às percepções do auditório e do público.
Reconheço a atenção pormenorizada que vocês dão a todos os detalhes das vossas músicas. Se fizéssemos uma comparação metafórica da vossa banda a um realizador de cinema, qual seria o nome correspondente? Mais uma vez é difícil responder em nome do colectivo porque todos apreciamos trabalhos cinematográficos diferentes. Pelo que, à minha opinião diz respeito, eu diria Kubrick (na irreverência, na procura de novas formas para servir antigos propósitos) e Hitchcock (relativamente ao método, ao rigor e planeamento, e à característica própria de quem sabe exactamente aquilo que pretende atingir em termos criativos).
Gostaram de visitar o Royal Cafe? Esperavam o pedido de encore com que a plateia vos brindou? Em meu nome, e em representação dos Pyroscaphe, posso afirmar que foi um prazer consultar o teu sítio. Obviamente, felicitamos-te pelo teu óptimo trabalho e agradecemos o agradável encontro que nos proporcionaste. Os músicos normalmente não pensam nos encores, ou pelo menos não é uma das ideias mais presentes no nosso imaginário, mas sem dúvida todos os músicos se realizam quando esse fenómeno toma lugar, e foi fantástico verificar-se isso no teu sítio na Web.