Entradas desde Abril 2009
Festival de Verão
Abril 27, 2009 · Deixe um comentário
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Deliciosa Salomé
Abril 26, 2009 · Deixe um comentário
A banda portuguesa sensação de 2008 – Os Pontos Negros – vai apresentar a reedição do seu bem sucedido álbum de estreia, “Magnífico Material Inútil”, no próximo dia 7, na Fnac do Chiado.
O álbum que conquistou milhares de adeptos por este país fora será acompanhado por vídeos de duas actuações da banda e de um inédito de Tiago Guillul, intitulado “Dentes de Lobo”. Será, também, acompanhado por um single novo, de seu nome “Salomé”.
Podem ver aqui o seu vídeo, realizado por Tiago Pereira:
Simpatizei com Os Pontos Negros desde que os conheci.
Contudo, após escutar “Salomé”, fiquei com mais vontade de comprar o novo single do que perante todos os seus anteriores temas. Isto é, vale a pena pôr as mãos na reedição, nem que seja só para ouvir “Salomé” em modo repeat. Magnífico Material Inútil foi interessante. Mas “Salomé” vai mais longe. Sobe um degrau. Ou dois ou três.
E convenceu-me de imediato.
Bom sinal de futuro d’Os Pontos Negros.
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O Post Que Descobre Um Trocadilho Entre Abril e Baril
Abril 25, 2009 · Deixe um comentário

(imagem de Henrique Matos)
Abril, Abril. Dia 25. Zero Nove.
Sinto uma estranha necessidade de escrever algo neste dia. Previsivelmente.
Sinto, também, a obrigação de celebrar este trigésimo quinto aniversário dizendo aquilo que me apetecer. Livremente.
Mas, acima de tudo, sinto uma enorme incapacidade de me expressar devidamente, tendo em conta a importância da histórica data e a minha parca experiência de todo o movimento que antecedeu a parada dos cravos.
Vivo, hoje, sob um delicioso fascínio de duas épocas distintas: Adorava ter testemunhado parte dos períodos monárquicos que enaltecem a amada história portuguesa – Assim de relance, era capaz de me imaginar sob cavalos, de espada em riste, soltando um corajoso grito patriótico, ou até a sudoeste, debatendo a estratégia além-mares com o nosso querido Infante, em busca de novos horizontes. No fundo, no fundo, sou apenas um turista com picos de imaginação. E demasiado ‘caguinchas’ até para montar a cavalo.
Contudo sinto-me muito mais perto de outro período, que igualmente me fascina. Os idos sessenta, a geração beat, a vontade de mudar, de assumir, de libertar. Movimentos estudantis, culturais, sociais. Inconformismo. Em Portugal, o espaço que antecedeu ‘74. Considero essa geração os heróis dos nossos dias. Foi uma luta diferente. A conquista do bom senso. A vitória dos nossos direitos. ‘Somos humanos ou somos dançarinos’, já diria o outro (creio que é a 2ª vez que parafraseio “os assassinos“ aqui no café).
Quero com isto dizer que, apesar de não me sentir à vontade para elaborar qualquer tipo de crónica referente à conquista dos cravos, dado não ter sentido nunca as alterações derivadas (eu nasci em ‘85), sinto que não devo deixar passar a data em vão, sem soltar um ‘viva!’ que seja. Quanto muito seja porque sou autor de um blog. E não consigo imaginar um blog em regime de censura. Aliás, questiono-me, será possível a existência de uma ditadura num país fortemente adaptado ao uso de internet?

(mais uma imagem de Henrique Matos)
Seja como for, eu acho que hoje, dia 25 de Abril de ‘09, nós, portugueses, devemos celebrar fortemente. Olhando para o nosso umbigo e perceber a nossa identidade. Com o devido orgulho. Porque há 35 anos efectuámos uma revolução onde imperou totalmente o Bom Senso. Soubemos alterar o cenário com compreensão total e mútua (ou pelo menos quase). Soubemos ter a liberdade de dar um passo em frente. Soubemos gostar de nós enquanto pátria, enquanto cidadãos e, acima de tudo, enquanto humanos. Não desrespeitámos o direito à vida, armados com cravos. E isso, esse episódio, essa diferença, essa vitória, digo-vos, foi absolutamente louvável e única.
Posto isto e porque é dia de nos sentirmos bem portugueses, reflectindo sobre aquilo que faz de nós um povo único e tão especial, sinto-me, sim, na obrigação de partilhar produtos nacionais. Ou pelo menos alertar para eles. Porque merecem a devida atenção. E porque, perante eles, sinto orgulho em ser português. Tal como um puto ‘tuga perante o histórico dia de ‘74.
E assim, hoje, vinte-cinco do quatro de zero nove, recomendo:
- O mega-projecto de Nuno Gonçalves, Fernando Ribeiro, Sónia Tavares e Paulo Praça – “Amália Hoje” – que apaixonadamente revisita alguns temas do legado de Amália Rodrigues, actualizando-os numa modernidade denotadamente POP. Os arranjos de Nuno são fantásticos, a voz de Sónia inconfundível como sempre e o facto de observar o vocalista de Moonspell a cantar bossanova denuncia uma certa aura que não consigo explicar. Deixo-vos o vídeo do primeiro single “Gaivota”:
O vídeo está igualmente muito interessante. Mais ainda se torna quando visto neste dia emblemático de Abril (descobri agora, acidentalmente, que a palavra Abril pode rapidamente tornar-se num trocadilho – “Baril” – conquistas de uma dislexia manual temporária). Para os mais interessados, podem ver um making of do álbum aqui.
O álbum chega às lojas no dia 27 de Abril (2ª feira).
- O projecto de Bernardo Fachada (B Fachada) dá à luz no próximo dia 30 o seu primeiro longa-duração – “Um fim de semana no pónei dourado” – e, pelas músicas disponíveis no seu myspace antevejo um álbum muito interessante. Eu já sigo a música de Bernardo desde os seus experimentais Ep’s caseiros e reconheço o grande passo em frente dado nestes novos temas. Ele é, muito provavelmente, o mais interessante cantautor nacional desta nova geração. Aguardo, assim, ansiosamente pelo álbum.
- Sean Riley & The Slowriders também têm um álbum novo. E o seu primeiro single avançado, “Houses and Wives”, estreou ontem no programa da Antena 3 “A Primeira Vez”. Eu não consegui ouvir, infelizmente, mas espero fazê-lo o mais breve possível. O seu álbum de estreia “Farewell” agradou-me bastante e fez-me companhia ao longo de todo o ano transacto. Vão estando atentos ao myspace deles, que o single deve estar a aparecer.
- No cinema, uma palavra para a estreia em solo nacional, mais concretamente no INDIE LISBOA ‘09, do novo filme de Ivo Ferreira – “Águas Mil”. Trata-se de um road movie português em torno da histórica data de ‘74. A sinopse entusiasma. O trailer também. Espero vê-lo em breve.
E assim se passa mais um aniversário.
Parabéns portugueses.
Parabéns Portugal.
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Vitalidade do Humor Contemporâneo
Abril 22, 2009 · 2 Comentários
O formato de web video está a conquistar cada vez mais o seu espaço na rotina do cidadão contemporâneo.
Particularmente, a web comedy impõe-se neste final de primeira década do novo milénio como o género líder desse moderno formato, isto é, nenhuma outra vertente se apresenta tão bem explorada e criativamente desenvolvida como o humor que tem chegado até nós através de ferramentas como o youtube ou o agora altamente definido vimeo.
Perante este fenómeno de recepção que o humor tem encontrado pelo cyber-mundo fora, numa época em que o web-espectador encontra nos vídeos-sensação da mulher cuja fisionomia não reflecte o admirável timbre vocal ou nas tragédias diárias do mundo futebolístico, com semelhante fascínio ao que outrora provinha dos truques de Meliès e das ilusões Lumierianas, eis que alguns magníficos criativos decidiram estabelecer o padrão da excelência humorística do formato.
College of Humor, um grupo sediado em Nova-Iorque, é realmente delicioso em termos de conteúdos humorísticos. No seu website, a variação de artigos diários e a criação de web videos regulares são um must para os milhares de visitantes diários.
Deixo aqui alguns sketches exemplificativos:
Podem seguir este exemplo de criatividade no twitter. E explorar o seu canal do youtube.
Outro exemplo de criadores dá pelo nome de Reckless Tortuga. Podem visitá-los aqui. E rir com coisas como estas:
Explorem o seu canal do youtube.
A fórmula é mágica. Que o digam os nossos Gato Fedorento, Bruno Aleixo e demais peças oriundas das excelentíssimas PF.
O humor está vivo e recomenda-se.
Esperemos pelo contágio aos demais géneros.
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Pitchfork Apresenta: Kevin Drew, Realizador
Abril 10, 2009 · 1 Comentário

Kevin Drew, um dos fundadores do conjunto canadiano Broken Social Scene, realizou uma curta-metragem com Leslie Feist, Cillian Murphy e David Fox, intitulada “The Water” (em jeito de videoclip extenso sobre o tema homónimo de Feist).
A própria Feist descreve-a como uma espécie de conceito “Thriller” (ícónico videoclip do tema de Michael Jackson), embora sem dança zombie.
Produzida pela Revolver Films, esta curta-metragem de 15 minutos foi disponibilizada pela Pitchfork, numa apresentação especial, bem como uma entrevista com Leslie Feist e Kevin Drew, referente ao filme.
Eu gostei do que vi. Conto de fadas quase sem diálogos, com um suspense atmosférico a la Sergio Leone e, claro, uma música fantástica a embalar a emoção final. Fico com vontade de ver futuros trabalhos de Kevin Drew que aqui, em 15 minutos, demonstrou uma sensibilidade cinematográfica invulgar. E muito prometedora.
Podem ver a curta aqui.
E a entrevista aqui.
Mais uma excelente iniciativa da Pitchfork e, obviamente, dos seus autores. Parabéns de novo!
Miroir Noir: 1 Semana Grátis
Abril 4, 2009 · Deixe um comentário
Para todos os demais adeptos entusiastas daquela que considero a banda mais importante do novo milénio, comunico-vos que a Pitchfork disponibilizou o documentário experimental “Miroir Noir”, na íntegra, para visualização no seu website.
“Miroir Noir”, dirigido por Vincent Morriset e filmado por Vincent Moon, é uma experiência imperdível em torno das gravações do muito aclamado 2º álbum do conjunto canadiano – “Neon Bible”.
Tal como eu já o fiz, deliciem-se aqui.
Aproveitem, dado que a oferta só durará 1 semana.
Obrigado Pitchfork. Obrigado Arcade Fire.
Dia da Verdade
Abril 3, 2009 · 1 Comentário
Porque hoje, dia 3, é o dia da Verdade, actualizo o blog em jeito de veracidade:
- Vi finalmente o “Estranho Caso de Benjamin Button”. É um bom filme, mas não me encheu as medidas de forma a que justificasse a conquista do Oscar. Boa história, boas interpretações, competente realização (a sequência do atropelamento é realmente notável). Cumpre, mas falta-lhe qualquer coisa.
- “In Bruges”. Nunca a visualização de um filme me tinha provocado tanta vontade de tornar a sua história numa peça de teatro. Senti-o desde o início, desde a relação entre os personagens, trama e cenário. E durante cerca de 2 horas de filme senti-me amiúde entre uma peça de shakespeare adaptada à realidade british gangster, com díálogos a la tarantino. “Porque preciso de ir lá acima para ver isto aqui em baixo? Já estou cá em baixo!”, diz o personagem de Colin Farrell a determinado momento do filme. E é entre diálogos estimulantes, personagens mirabolantes e sequências delirantes que decorre “In Bruges”, a primeira longa-metragem de Martin McDonagh (autor da curta-metragem vencedora de um Oscar em 2005, creio, intitulada “Six Shooter” e que na altura me havia deixado muito agradado com a sua visualização). Após visualizar “In Bruges” e sentir esse desejo de teatro, nunca antes denotado em mim, descobri a carreira consolidada que McDonagh tem no teatro britânico. E apreciei a fusão de formatos como nunca antes havia feito – distintamente da relação defendida pelo grande Manoel de Oliveira. É que, contrariamente ao que sucedeu com a visualização de “In Bruges”, nunca uma visualização de um filme de Oliveira me estimulou a adaptar a sua narrativa ao formato teatral. Excepto, talvez, a uma encenação de “Aniki Bóbó” em formato de marionetas, para uma sessão dedicada aos filhos que um dia terei.
- Vi também “Blindness – Ensaio Sobre a Cegueira“, finalmente. E, bem, acho que estive perante a obra cinematográfica mais poderosa de todo o ano de 2008. Poderosa em inúmeros sentidos, todo o filme é uma análise incrível à sociedade, conceito de comunidade e, acima de tudo, humanidade. Obviamente que grande parte da sua riqueza deriva da brilhante narrativa de Saramago – “Ensaio Sobre a Cegueira” é de facto uma obra literária singular pelas pluralidade de questões com que presenteia qualquer dos seus leitores – mas Fernando Meirelles conseguiu criar um filme fantástico, a todos os níveis. Só me deixou com pena de uma coisa - não poder assistir à sua versão original, de cerca de mais uma hora de filme. É que a relação entre o personagem de Danny Glover e Alice Braga tinha obviamente mais conteúdo do que aquele que é referido na versão final do filme, o “motim” que antecipa a evasão do local da quarentena ocorre quase sem a respiração devida, a solidão e angústia do personagem de Juliane Moore não obtém a relevância que se impunha. Meirelles é sem dúvida um realizador com um talento inesgotável, uma criatividade singular e uma genialidade épica. Pecou, quanto a mim, em desejar tornar este filme “mais agradável de ver” (talvez por imposições superiores – os financiadores têm sempre objectivos específicos), quando esta história nunca poderia ser agradável de ver. E a sua riqueza é essa crueza, essa crueldade omnipresente do ser humano em situação catastrófica, essa sujidade persistente, essa calamidade aparente. Que nos deveria obrigar a reflectir, do seu início ao seu fim. E nunca condenar. Saramago escreveu-nos aquilo que não queríamos ler, Meirelles mostrou-nos aquilo que não queríamos ver. Compreendo a sua pouca aceitação comercial. Não compreendo a sua subvalorização artística. “Blindness” foi, para mim (e dos que já vi), o melhor filme de 2008. Recordo a sequência do miúdo caminhando numa das salas do local da quarentena e que, para sua e nossa surpresa, se depara com uma mesa no seu caminho. Meirelles conseguiu, brilhantemente, fazer-nos viver o estado de cegueira a que o filme se propunha, criar-nos uma dor no estômago com a sua visualização e, consequentemente, colocar o seu filme num patamar atingível para poucos.
- Vi o “Marley & Eu” e gostei. É uma comédia deliciosamente irresistível que nos suscita a admiração e carinho pelos nossos animais de eleição, inerentemente associados à generalidade dos seres humanos. Quase todos sabemos o que é ter um best buddy em formato canino ao longo dos episódios da nossa vida. “Marley & Eu” capta na perfeição a presença discreta que um desses companheiros vitalícios aufere ao longo das nossas narrativas diárias. É uma surpresa agradável, um bom filme de família. Aos 20 minutos de filme pensei: «Pois, até aqui muito bem. Quero ver como agora, uma vez incorporado o cão no seio familiar, este filme se manterá interessante por mais 1 hora e meia.» E, para minha constante surpresa, a narrativa vai-se desenrolando no seio das peripécias familiares. É um filme repleto de amor, nada semelhante ao método “Beethoven” e bastante real. Nota de relevo para o guião e para a construção de personagens e situações pouco estereotipadas, com problemas reais, dificuldades reais, apesar da aparente história “pink dream”. Sinal mais para o personagem de Alan Arkin. Grande actor, grande construção e caracterização de personagem. Nunca um director de redacção se me mostrou tão íntegro, original e ausente de prévio juízos de valor que inconscientemente fazemos perante uma comédia romântica. Esta não é uma dessas comédias românticas. Ou, aliás, é aquilo que uma comédia romântica se deve orgulhar de ser. Estimulante, interessante e, acima de tudo, emocionante.
- Já que falo de Alan Arkin, tenho de referir que revi também o grandioso “Little Miss Sunshine“. Que mais posso dizer sobre este filme? Fantástico, delicioso em todos os aspectos. Guião perfeito. Final perfeito. Personagens perfeitas. Cinema de altíssimo calibre. Humor cativante. Voltem Jonathan Dayton e Valerie Faris. Quero ver e rever os vossos próximos trabalhos. Poucos filmes me encheram as medidas como este o fez.
- Observei um showcase de Elvira na Fnac Triangle em Barcelona. Não conhecia até então. Simpatizei com o que ouvi. Têm sido poucas as surpresas que a música espanhola me tem pregado. (http://www.myspace.com/theelviraproject) Em jeito de verdade, afirmo que estou muito, mas muito mais entusiasmado com o panorama actual da música portuguesa. Felizmente. Quando chegará o dia em que afirmo o mesmo relativamente ao cinema?
- O penalty marcado ao Sporting na final da Carlsberg Cup não era penalty.
- A selecção portuguesa precisa de se reencontrar.
- Obama é realmente uma pessoa admirável e uma lufada de ar fresco no panorama cláustrofóbico que se impunha como uma névoa cinzenta escura sobre o mundo.
- Odeio vírus. Seja de quais tipos eles forem.
- O melhor da gastronomia espanhola é sem dúvida o cerdo ibérico.
- Nada me traz mais gratidão do que a honestidade.
- Porque raio desprezamos o dia da verdade e celebramos o dia da mentira? Creio que um dia de tranpsarência total teria efeitos catastróficos a nível global. Infelizmente.
Cumprimentos, voltem sempre. Esta semana teremos convidados em exclusivo para vocês. Para que se sintam em casa, aqui, no Royal Cafe.
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O Sítio Das Coisas Selvagens
Abril 3, 2009 · Deixe um comentário
Ansiosamente à espera que estreie…
Spike Jonze + Fantasia + Arcade Fire = Trailer Perfeito!
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