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A Luta do Guionista (ou em inglês: Scriptwriter Vs. The World)

Julho 8, 2009 · Deixe um comentário

Escrever um guião é como estar numa conversa importante e procurar sempre a certeza de todos os caminhos que pisa. O guionista prende-se com uma luta constante de abordar sempre temáticas que, de uma forma ou de outra, sejam verdadeiras. Porque ao mínimo risco que corra, terá sempre do outro lado algum espectador que a confronte. E, garanto-vos, desse outro lado há sempre essa obsessão extrema da contraposição.

Imaginem-se numa reunião. Vocês são vendedores de profissão e encontram-se ali para tentar “impingir” o vosso produto (pode ser, vá lá, um microondas). Certifiquem-se que dominam todas as características do produto, as suas vantagens, bem como toda a radiação envolvente e suas consequências. Tenham sempre a certeza de não cair num tema ou num enigma que não possam resolver. Porque, como vocês sabem, o conhecimento superior do vosso cliente pode ser o suficiente para arruinar o negócio.

Agora imaginem-se numa reunião a uma escala 300.000 vezes superior. Vocês, ali, sentados a tentar vender o vosso produto, esforçando-se para garantir a sua genuínidade e, mais importante, a sua verdade. E imaginem o quão certos têm de estar para evitarem abordar algo que ponha em xeque o vosso domínio.

Esse cenário caótico, meus senhores, é a luta com que o guionista se debate de início ao fim.

Porque basta uma pequena palha para que esses ávidos e astutos espectadores rejeitem o que lhes apresentem e, com ela, atearem a fogueira.

Perante isto, das duas uma, ou fazem como eu e, quando não estão totalmente seguros de um determinado tema ou situação, evitem-no, ou, se forem realmente dotados daquela lábia subtil e evasiva, contornem-no com mestria. Mas, aviso, se optarem por essa via, preparem-se para o pior.

Volto em breve.

(Em retiro criativo)

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Idiotice Matutável

Outubro 18, 2007 · 1 Comentário

É que não há coisa mais chata, mais angustiante, mais irritante do que ouvir uma música, gostar dela, ficar-nos na cabeça eternamente e NÃO SABERMOS DE QUEM É!!!

O que a torna duplamente melhor, porque não a podemos ouvir sempre que quisermos, multiplicando, assim, esse prazer a cada vez que a ouvimos, como se de uma prenda se tratasse. E, nesta era digital, de fácil acesso a tudo e mais alguma coisa, podemos considerar essa singular sensação como um privilégio… Deveras irritante!

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