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Royal Cafe Convida: The Lost Cavalry

Outubro 3, 2009 · Deixe um comentário

The Lost Cavalry é o novo projecto musical de Mark West (ex-membro de Fanfarlo) que, juntamente com Oliver (dos XUP), Dave (dos The Injection) e Nick (Amber Meissner), promete bastante para o ano que se avizinha.

Encontram-se actualmente a gravar o primeiro Ep e pelo meio tiveram tempo de passar por cá e gravar dois vídeos exclusivos para o Royal Cafe (filmados e produzidos por BON Productions), dos temas “Secret Steps” e “Oh Sally”, ambos em versão acústica.

Website

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Foi uma honra recebê-los cá. Voltem sempre!

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Royal Cafe Convida: João e a Sombra

Maio 15, 2009 · Deixe um comentário

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“João e a Sombra são um conjunto de canções melancólicas e soturnas, cantadas em português, onde se cruzam referências do cancioneiro português com influências modernas e mais alternativas.”, in Myspace

Para nós, é uma honra recebê-los no Royal Cafe.

2009 tem sido um ano muito interessante no panorama musical português e João e a Sombra são, sem dúvida, uma das melhores surpresas e promessas nacionais. Liderados por João Tempera, Francisco Santos, João Tubal, Rui Berton e Pedro Tempera completam este interessantíssimo projecto proveniente de Almada. O seu EP homónimo de estreia já está nas lojas e vale bem a pena a compra.

Irresistivelmente viciado nos seus temas desde que os conheci, é com uma enorme satisfação que apresento o vídeo do tema “Dia Não” em exclusivo e primeira mão, aqui, no Royal Cafe.

João e a Sombra – “Dia Não”

Aproveitámos a visita para também colocar algumas questões ao mentor do projecto, João Tempera.

Como se formaram os “João e a Sombra”?

Eu tinha uma série de canções que andava a compôr à guitarra há dois ou três anos e desafiei uns amigos músicos (Francisco Santos, João Tubal, Rui Berton, Ricardo Barreto e mais recentemente o meu irmão, Pedro Tempera), alguns dos quais com quem já tinha tocado noutros tempos com outras bandas, para fazer um projecto em torno dessas canções. Começámos a ensaiar, a exprimentar arranjos e a descobrir instrumentos novos e gravámo-las no nosso local de ensaios o ano passado. Entusiasmá-mo-nos com o resultado e acabámos mandando masterizar o disco no Abbey Road, e fizemos uma edição de autor. E, um pouco ao contrário do percurso normal de uma banda, só depois é que começámos a dar os primeiros concertos de João e a Sombra

Descrevam a vossa música numa frase.

Canções acústicas melancólicas, cantadas em português e com coisas para dizer.

Consideram-se frutos do movimento indie?

O indie enquanto definição de uma sonoridade, é demasiado vago. E só por ser tão generalista é que cabem nessas estantes coisas tão diversas musicalmente. É uma combinação de influências e de estilos muito alargada e dificil de catalogar. Há indies feitos com máquinas e totalmente sintéticos e há indies feitos com uma harpa ou com uma guitarra e um bombo. A música indie é sobretudo uma atitude artistica, que ganhou o nome mais por oposição estética ao sistema mainstream da Pop, do qual se proclama independente, do que pela sua própria sintese. Neste aspecto, somos claramente indies, quase indigentes, por não estarmos de feição com a maré nem a fazer cultura popular ou comercial. Orgulhosamente! E malogradamente!

Quais as vossas principais influências?

Há dois universos de influências na composição dos nossos temas: O literário, porque é um aspecto que eu não remeto para segundo plano quando escrevo uma canção; e a música que ouvimos e de que gostamos. No literário há todo um imaginário mais desencantado que se deve muito às minhas leituras da adolescência: os poetas românticos e malditos, mas também os existencialistas, o Desassossego e outros Pessoas, etc, e também dos livros que vou lendo hoje.  Autores que me inspiram muito mais para escrever sobre estados de espirito e sobre as questões que me ponho no meu confronto comigo “próprio” e com o mundo, do que para a narração de estórias de amor, por exemplo, ou para cantar o campo ou as cidades. E depois, claro, o universo de referências musicais, que é mais variado e eclético, e cheio das influências de cada um dos elementos da banda. Sempre ouvimos coisas muito variadas, e cada qual tem os seus preferidos. Procuramos cada vez mais alargar os nossos horizontes como consumidores de música: mantermo-nos informados do que vai saindo, procurar no passado, emprestar discos uns aos outros, pesquisar, ver dvds, ir lendo umas revistas do assunto, etc. E isso reflecte-se na música que fazemos. Seria demasiado extenso para enumerar, mas houve alguns nomes de que fomos falando com mais frequência enquanto gravávamos, e que são figuras da World Music, da MPB, do Rock, da POP, da Folk, do Fado, da Indie… Ultimamente, determinados aspectos da música clássica também nos têm feito repensar algumas coisas da nossa.

Reconheço traços folk na vossa música. Não os habituais traços norte-americanos que têm generalizado o movimento indie/folk, mas sim registos do cancioneiro popular português. Contudo, imaginando que falaria sobre vocês a um amigo, inevitavelmente teria que descrever o vosso som como uma espécie de Fleet Foxes portugueses. Seria astúcia ou um erro?

Astúcia, talvez. Os Fleet Foxes pegam nessas referências antigas e populares da música americana e trazem-nas para a actualidade, depois de terem descoberto e ouvido mil outras coisas. Nesse aspecto, os cantautores portugueses, sobretudo a geração de Abril, são nomes incontornáveis para quem faz, como nós, música cantada na nossa língua e com forte pendor acústico. Em termos cronológicos, isso e um pouco de fado, são o mais longe que conseguimos ir com o minimo de conhecimento. Há todo um cancioneiro popular português para além disto, que não tem nenhuma influência consciente na nossa música. Depois, há nos F. Foxes, em termos formais, um cuidado com as questões relacionadas com as harmonias de vozes que também é uma coisa que gostamos, e que aliás é um dos grandes trunfos do Zé Mário, por exemplo; o uso de alguns instrumentos tradicionais fora do contexto popular ou folcolórico; uma certa qualidade/fragilidade timbrica; qualquer coisa de low-fi, que em nós não chegou a ser premeditado,… talvez,… tudo isso!… Nunca tinhamos relacionado, mas se o sentiste é porque também pode ser, e visto assim não me parece nada errado.

Que podemos esperar de vocês para 2009?

Estamos a ensaiar bastante e a trabalhar temas novos com a ideia de vir a incluí-los nos concertos e num próximo disco aínda sem datas previstas. O resto se verá!

O que acham do actual panorama da música portuguesa?

Depende dos gostos! Há um ressurgimento da música cantada em português e isso pode vir a ser muito bom quando a malta começar a ter coisas mais interessantes para dizer. De resto, e para já, estou com bastantes expectativas em relação ao novo disco do Rodrigo Leão e acho que o JP Simões está a dar concertos muito muito bons e é uma figura muito especial no panorama.

Que concertos não vão perder de certeza neste verão?

Nunca fui muito festivaleiro. Prefiro os concertos de Inverno na Aula Magna, no Maxime, no Santiago Alquimista, no Music Box e até mesmo os no Coliseu.

Que conselhos dariam a uns jovens pretendentes a músicos?

Eu não tenho autoridade nenhuma para dar conselhos a quem quer que seja nesta área (ainda agora cheguei – se é que já cá estou! – e tomara eu saber fazer para mim) , mas já agora… e mais pela piada… posso só sugerir que não se deixem levar por modas, a menos que precisem de viver disto!

O Royal Cafe agradece a visita. Foi um prazer contar convosco. Antecipo um futuro muito risonho ao projecto.

Voltem sempre!

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Royal Cafe Convida: doismileoito

Março 18, 2009 · 1 Comentário

2008

Biografia Oficial da Banda:

“Os doismileoito são o Pedro, o André e o Nicolau.

O Pedro e o André conheciam-se da Escola Secundária da Maia mas não gostavam particularmente um do outro porque um andava de patins e o outro de skate.

O Pedro tinha uma banda de rap e o André tinha um banda de funk. Como o Nicolau é o mais novo, não andou na escola ao mesmo tempo que eles, por isso só o conheceram nas jam sessions de uma escola de música na Maia.

O André tinha uma cave com uma bateria, um teclado e alguns amplificadores, então começaram a juntar-se lá para tocar e construir canções e músicas.

Isto foi em 2005.

Entretanto deram alguns concertos, uns com muita gente a ver, outros quase vazios. Em Fevereiro de 2009 lançaram pela EMI Portugal o primeiro álbum, intitulado “doismileoito”.

Acordes com Arroz

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O Royal Cafe aproveitou a visita para lhes colocar as seguintes questões:

Como é que 3 “maiatos” formam uma banda em 2005 e no ano seguinte estão a tocar no palco principal do Sudoeste?
Estávamos com preguiça de andar por aí desgraçados em concursos de bandas pequenos e bares vazios, então, para cortar caminho e poupar tempo, decidimos concorrer ao concurso com o melhor prémio, o TMN Garage Sessions. E ganhámos. Um dos prémios era tocar no Sudoeste, foi assim que fomos lá parar.

A vossa música traz-me à cabeça elementos pop-rock ao estilo de Beach Boys e intermitências entre a simplicidade de Devotchka e a irreverência do grunge de Seattle. São essas as vossas principais influências? Se não, quais são elas?
Os três gostamos muito de Nirvana. Só conhecemos os Beach Boys há pouco tempo – ficámos surpreendidos. E de Devotchka, quase nada, só aquela banda sonora. O Pedro gosta de Michael Jackson, o André gosta de Beethoven e o Nicolau gosta de Tom Waits. No início da banda achávamos piada a cada um ter gostos tão diferentes. Hoje em dia trocamos mais música e acabamos por ter gostos comuns, ainda que por motivos diferentes. Estamos a aproximar-nos. Nos últimos tempos temos ouvido muito Bon Iver.

Tenho de assinalar a opção de cantarem em português. Numa altura em que tudo está tão globalizado com ferramentas como o Myspace e a comunicação é tão universalmente dominada pela língua inlgesa, não sentem ser imperativo cantar em inglês para atingir outros mercados?
Não. Isso é uma ilusão. Até pode ser um vantagem cantar em português porque é mais fácil encontrar um lugar só nosso. Para quê competir com o mundo inteiro? E a língua pode valer pelo exotismo lá fora, como a Sara Tavares, ou pode não significar muito, como os Sigur Rós. A globalização não dá só predominância ao inglês, mas valoriza também as outras línguas do mundo. De qualquer maneira, cantamos em português por uma razão simples: somos portugueses. Conseguimos exprimir-nos de formas mais ricas e as pessoas entendem-nos mais facilmente. E Portugal é muito grande.

Como analisam o estado actual da música portuguesa? As jovens bandas estão a romper com os traços deixados por bandas mais antigas?
Está a diversificar. Cada vez há mais bandas boas ou com potencial para crescerem e com oportunidade de se promoverem através da internet. O facto de podermos monitorizar tudo o que está a acontecer dá vontade de diversificar ainda mais. O mais importante é haver coisas novas para ouvir. Às vezes parece que as pessoas gostam de bandas só porque não têm mais nada para gostar. Há aí bandas que têm muitas cartas para dar, como os peixe:avião e os João e a Sombra.

Para vocês, quais as principais vantagens de se viver em Portugal? E, enquanto artistas, o que mudariam no nosso país?
A principal vantagem é o clima, que acaba por moldar as coisas que envolve, transformando-as em coisas boas.
Enquanto doismileoito, o que podemos mudar é mostrar ou colocar a nossa música onde ela ainda não existe, seja na rádio ou no ipod de alguém. Se isso trará algo que nos permita mudar outras coisas no país…ainda não sabemos.

O que podemos esperar de vocês em doismilenove?
Muitos concertos. Muitos concertos. Muitos concertos.

Qual a sensação de pisar o palco do Royal Cafe? O que acham do conceito do blog?
Bem fixe. Só conhecemos com o teu convite. É um bom sítio para descobrir música nova. Antiga ou recente.

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Antevendo imenso sucesso para este projecto, foi com grande honra que o Royal Cafe vos recebeu no nosso espaço. Voltem sempre! Obrigado!

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Royal Cafe Convida: The Guys From The Caravan

Fevereiro 26, 2009 · Deixe um comentário

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“THE GUYS FROM THE CARAVAN juntaram-se em finais de 2006 e, desde então, têm vindo a dar concertos um pouco por todo o país. Com poucos meses de existência, gravam a primeira demo caseira com 4 temas e que viria a ser editada pela NetLabel Rasarte em Junho de 2007. Lançam agora no mercado o álbum de estreia – NOAH’S ARK OF PAIN – que contou com a produção de Flak e de onde foi seleccionado o tema THE GUY FROM THE CARAVAN como primeiro single em jeito de apresentação. A convite de Henrique Amaro, integram na compilação Novos Talentos FNAC 2008, com o tema JUST KISS ME. Uma compilação que já conta com mais de 30.000 exemplares vendidos.” (Biografia Oficial dos The Guys From The Caravan)

O Royal Cafe simpatizou desde logo com os The Guys From The Caravan.

E, depois de colaborações na composição das bandas-sonoras de alguns dos meus anteriores projectos cinematográficos (BSO da curta-metragem “Coisa Hindu” e parte da BSO da curta-metragem “Azeitona”), eis que os recebo pela primeira vez no nosso espaço.

Deixo aqui a conversa que tive com o Bruno Vasconcelos (vocalista e guitarrista da banda).

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Myspace

The Guy From The Caravan Videoclip

Dia 28 (este sábado) eles vão estar no Teatro-Cine de Estarreja. Aproveitem e vão vê-los. Garanto que vale a pena.

O Royal Cafe agradece a visita. Voltem sempre.

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Royal Cafe Convida: Destil’Art & Beangrowers

Fevereiro 18, 2009 · Deixe um comentário

O Royal Cafe tem o orgulho de apresentar, pela primeira vez no seu espaço, um evento com duas bandas convidadas.

Senhoras e Senhores, convosco, Destil’Art:

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Projecto que data de 2006, formado por membros dos extintos Overdrive, Destil’Art afirma-se como uma promessa da música portuguesa.

Oriundos da região da Serra da Estrela, Flávio Torres (voz e guitarra), Manuel Póvoa (baixo), John Hamilton (bateria) e Marco Silva (guitarra) editaram o seu primeiro Ep em 2008, intitulado “O Fim e O Princípio”, que está disponível para download no site da banda. Actualmente encontram-se a trabalhar no próximo álbum.

Deixando o prenúncio que poderão advir coisas muito interessantes deste projecto, é com grande prazer que o Royal Cafe os chama ao palco.

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Na sua visita ao Royal Cafe, os Destil’art presentearam os presentes com o seu single “Casos Banais”.

E, aproveitando a sua presença, colocámos-lhes as seguintes perguntas:

Royal Cafe: Que dificuldades extra encontra uma banda do interior de Portugal?

Destil’Art: No nosso caso formar a banda foi um processo muito natural sem grandes preocupações visto ser constituída por amigos e companheiros de música de longa data, já nos aturamos há mais de 12 anos e no fundo somos uma família grande ou talvez uma irmandade onde somos o sinónimo uns dos outros. Encontramos vantagens no nosso meio (interior) porque todos os músicos se conhecem e participam em projectos paralelos sem qualquer problema, aqui todos nos damos bem e assim que haja oportunidade de nos ajudarmos mutuamente isso acontece com facilidade. As únicas dificuldades que sentimos tem a ver com a falta de apoio á promoção e divulgação o que não aconteceria se estivéssemos noutros locais estratégicos do nosso país, mas de facto aqui vivemos num cantinho inspirador tranquilo que vale por outras coisas que ganharíamos noutros lugares.

No vosso Myspace encontramos várias fotos de artistas musicais portugueses, na secção das vossas influências. São nomes como José Afonso, Sérgio Godinho, entre outros, referências incontornáveis dos Destil’art?

Essas referências fotográficas incluídas no nosso Myspace advêm de um conjunto de valorismos musicais no qual nós achamos importantes e que nos identificamos pessoalmente.Musicalmente sentimo-nos satisfeitos sermos influenciados por este género de artistas que no entanto são apenas alguns sobre o qual nos sentimos próximos, por isto a nossa música transpira um transformismo de faixa para faixa que obviamente se enquadra sempre no conceito “Rock”.

O que mudariam no vosso trajecto, se pudessem?

Não mudaríamos o nosso trajecto mas sim o nosso meio para uma melhor abertura musical e cultural, incluiríamos um roteiro e espaços no nosso interior onde as novas bandas tivessem oportunidade de apresentar os seus trabalhos assim como mudaríamos também o trajecto de algum capital de instituições dominantes para que fosse investido na cultura e apoio á divulgação das coisas boas que por aqui se fazem, porque o nosso verdadeiro trajecto e objectivo é tocar ao vivo e sentir o público.

Estão satisfeitos com a produção do vosso EP?

Olha o nosso álbum foi produzido por nós juntamente com o Gil Duarte e a masterização ficou a nosso cargo, atendendo ao orçamento que nós tínhamos disponível ( Low Cost), ás condições que foram boas e ao grande empenho desenvolvido por nós e por uma vasta equipa de gente apaixonada de várias áreas artísticas o resultado final é Satisfação completa.

Ao ouvir os vossos temas reconheço algumas influências dos Ornatos Violeta. Talvez pela parecença da voz do Flávio com a do Manuel Cruz. São os Ornatos uma influência vossa?

Atendendo a essa relação nós apenas compomos aquilo que de facto sentimos e obviamente que algumas das nossas influências estão presentes e irão continuar futuramente, achamos que temos muitas coisas boas que nos são próprias como o casamento perfeito da melodia com os sons mais rockeiros onde o caminho lírico se enquadra numa poesia em que o publico se poderá identificar facilmente.

O que podemos esperar dos Destil’art enquanto banda, para o futuro?

Enquanto banda queremos compor, gravar, tocar, enfim rockar por este país fora e ficamos felizes.

Onde é que preferiam actuar? Super Bock, Super Rock, Sudoeste, Alive ou Paredes de Coura?

Qualquer um deles tem um carisma fantástico e tocaríamos em qualquer um , mas é certo que o Paredes de Coura o Super bock Super rock ou mesmo o mais recente Alive serviriam melhor a nossa musicalidade visto estes terem um formato que se adequa ao nosso género.

Qual o artista com quem mais gostariam de partilhar o palco?

Ui ui ui, pergunta difícil…. Olha Luís como imaginas há tantos artistas com que gostaríamos de partilhar o palco. Nacionais todos aqueles que gostamos sei lá, o Palma o Godinho e todos os novos projectos de boa música que por aí andam. Internacionais podia ser Led zeppelin, Jimi hendrix talvez o Zappa os The Who a abrir um concerto nosso e o Bob Dylan a preparar-nos o catering no camarim (brincadeira).

O que têm a dizer sobre esta visita ao Royal Cafe? O que acharam do público?

Quanto ao Blog “Royal Café” tem um conceito bem interessante ao qual dirigimos os parabéns e o nosso verdadeiro apoio. É sem duvida uma união de artigos e pensamentos de diferentes áreas que promovem e ajudam a divulgar os mais diversificados projectos. Tiramos o chapéu. O Público somos todos nós que encaram o meio artístico saudável e sincero e é este público que dá a força para que se continue a trabalhar com a máxima dedicação, sim somos exigentes tranquilos.

Felicidades e Abraços dos Destil’art

Para a segunda parte do evento, é com grande prazer que anuncio, directamente de Malta: Beangrowers!

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Oriundos da mediterrânica ilha de Malta, Alison Galea (voz/guitarra), Mark Sansone (baixo/synths) e Ian Schranz (bateria/synths), compõem os Beangrowers.

Myspace

Website

Projecto pop/rock já com três álbuns editados, viram vários dos seus singles rodar regularmente na MTV e na VIVA. Estabelecidos em Berlim, na editora Rough Trade, partilharam palcos com os Elbow, Tindersticks, Stereophonics e dEUS, entre outros. Wim Wenders usou o tema “The Priest”, dos Beangrowers, no seu filme de 2005 – “Land of Plenty”.

3 anos consecutivos a formar parte do cartaz do prestigiado festival norte-americano SXSW, os Beanrgowers são já uma certeza da música europeia, com álbuns vendidos em todo o mundo.

Na sua visita ao Royal Cafe, os Beangrowers partilharam com a audiência dois dos seus mais recentes temas:

Not In a Million Lovers

Quaint Affair

Aproveitámos a sua presença para lhes colocar as seguintes questões:

Royal Cafe: Vocês são provavelmente a primeira banda que já alguma vez conheci oriunda de Malta. É difícil exportar música de lá?

Beangrowers: Como Malta é uma ilha pequena, sem um verdadeiro mercado musical, sempre foi difícil para bandas de lá promoverem a sua música localmente e, acima de tudo, exportá-la. Quando começámos era muito difícil promover a nossa música e quase impensável exportá-la. Realmente, foi uma sorte sairmos de lá e percebermos como funcionam exactamente as coisas. Hoje as coisas estão um pouco melhor para as bandas maltesas, mas a situação geográfica da ilha complica sempre.

SXSW é a maior referência para bandas emergentes. Como foi, para vocês, estar no festival?

Da primeira vez foi incrível, a segunda foi muito fixe, a terceira foi gigantesca e descontrolada!! Foi sem dúvida uma grande experiência e que nos colocou no lugar, ao percebermos como centenas de bandas partilhavam o palco com expectactivas semelhantes… Apesar disso, fomos muito bem recebidos e tivemos bom feedback (apesar de ninguém saber onde ficava Malta, claro).

Qual a sensação de ter uma música vossa num filme de Wim Wenders?

Wim Wenders sempre foi o nosso realizador preferido e ter uma música num filme dele foi um sonho tornado realidade. Não é todos os dias que tens uma música num álbum ao lado de nomes como Leonard Cohen e David Bowie…

Porquê Berlim? É mesmo a capital europeia da cultura, nos dias de hoje?

Berlim foi o nosso primeiro lugar, graças à editora Rough Trade, que é de lá. Actualmente já não vivemos lá, mas continua a ser uma das nossas cidades preferidas, pela música, pelas pessoas e a vida em geral.

Vocês afirmam-se como um cruzamento entre Blondie e Joy Division. Eu reconheço traços grunge na vossa música. Quem são as vossas maiores influências? E vossos preferidos da actualidade?

Pela nossa idade percebes que crescemos na época grunge, mas sempre seguimos projectos mais antigos ao grunge. Sempre fomos buscar inspiração a música mais antiga e filmes mais antigos do que os anos 90.

Qual será o movimento musical do futuro?

Banda-sonora porno. Seria interessante, não?

Qual a sensação de estar no Royal Cafe? O que mudariam no espaço?

Estamos gratos pelo convite e contentes por saber que vamos ser divulgados em Portugal! Não nos ocorre nada que possamos alterar no espaço. Continuação de bom trabalho!

Obrigado!

Alison, dos Beangrowers

O Royal Cafe agradece a presença de ambos! Voltem sempre!

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Royal Cafe Convida: Pyroscaphe

Fevereiro 14, 2009 · 1 Comentário

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A história dos Pyroscaphe abre-se nos primeiros meses de 2008.

Quatro músicos Portugueses (Braga) reuniram-se em torno de um objectivo comum – traduzir a crueza das margens da vida para
som e música.

Fred (voz, guitarra, teclados) dos “At Freddy’s House”, Rui (bateria) ex-membro dos “Big Fat Mamma”, Figas (baixo) e Márcio (guitarra)
ex-membros dos “La Resistance” construíram, com as linguagens do rock e dos blues, uma invulgar versão deste mundo enegrecido.

O álbum de estreia da banda, “Undergod, Underdog”, abre uma porta para as ruas de um lugar onde bandidos, assassinos, mendigos e jogadores são personagens centrais. Demónios, cães, espantalhos e garrafas de vinho invertem a ordem normal das coisas, preenchendo um mundo onde também Deus defronta a sua própria fragilidade. Em cada música encontramos uma destas histórias.

O álbum, lançado em iTunes, Napster e eMusic pela editora norte- -americana “Poison Tree Records” (sediada em Los Angeles, CA), está disponível para download em 23 países.

pyroscapheband@gmail.com
http://www.myspace.com/pyroscapheband
+351 96 230 72 97

  • Podem fazer aqui o download do primeiro single de “Underdog, Underdog”, intitulado “The Walking Scarecrow”.
  • Aproveitando a ocasião da sua visita, segue-se uma pequena conversa que tive com o Rui Rodrigues:

Royal Café: A vossa formação resulta quase como uma all-star band de anteriores projectos bracarenses. Essas experiências anteriores são decisivas no sucesso de Pyroscaphe? Ou este projecto rompe completamente com os anteriores ideais que cada um de vós tinha?

Rui Rodrigues: Para ser completamente honesto terei de responder afirmativamente a ambas as questões: ou seja, as experiências anteriores dos músicos que compõem os Pyroscaphe são, sem dúvida, um elemento fundamental da construção da personalidade individual de cada um dos músicos. É precisamente essa experiência passada que nos conduz a um processo de evolução, aberto, livre, sem medo de experienciar novos métodos, em suma, abordagens distintas daquilo que cada um de nós já experimentou no passado.

O vosso álbum, “Underdog, Underdog”, foi editado pelo selo norte-americano Poison Tree Records e está disponível para compra em 23 países. O facto de cantarem em inglês foi decisivo no lançamento do álbum pela editora californiana?

Eu penso que sim. A língua inglesa é ainda um veículo universal, e por outro lado, é uma língua clássica do rock. Não direi, contudo, que o facto de cantarmos em inglês tenha sido o factor mais importante para a nossa editora, simplesmente é importante em termos de internacionalização.

Reconheço traços de projectos como Queens of The Stone Age, Pearl Jam, Tool, Soundgarden ou Stone Temple Pilots na vossa música. São essas as vossas principais influências? Se não, quais são?

Pessoalmente, revejo influências em todos eles, mas admito que o grupo encerra uma quantidade infinita de influências pois todos nós nos movemos em áreas musicais muito distintas. Em todo o caso, penso que não cometo nenhuma incorrecção se disser que as influências mais partilhadas serão aquelas que nos chegaram através do grunge (para utilizar projectos referidos diria Pearl Jam ou Soundgarden).

Acham que a divulgação que os diversos meios de comunicação portugueses fazem aos novos projectos nacionais é insuficiente?

Eu não colocaria a questão em termos de suficiência. Aquilo que penso, a título pessoal, é que não existe em muitos casos pluralidade. Não há ainda muitos meios de comunicação a tratar de uma forma equivalente quer os projectos mainstream quer os projectos mais alternativos. Embora existam casos absolutamente dignos de uma política editorial (de organização da redacção, etc.) consistentemente apoiada nos valores da pluralidade, o facto é que a grande maioria (que corresponde simultaneamente às grandes difusoras de opinião) das corporações dos media não tende a referir os projectos emergentes e, por norma, quando o faz já leva algum atraso.

O tema “Mobster Outfit” demonstra bem a vossa versatilidade musical. Se eu utilizasse “System of a Downtempo” como um adjectivo descritivo do tema, qual seria a vossa reacção?

Para já seria de espanto. Honestamente penso que nenhum de nós contaria ouvir tal adjectivo relativamente a este tema, mas essa é a parte interessante da música, a que diz respeito às percepções do auditório e do público.

Reconheço a atenção pormenorizada que vocês dão a todos os detalhes das vossas músicas. Se fizéssemos uma comparação metafórica da vossa banda a um realizador de cinema, qual seria o nome correspondente? Mais uma vez é difícil responder em nome do colectivo porque todos apreciamos trabalhos cinematográficos diferentes. Pelo que, à minha opinião diz respeito, eu diria Kubrick (na irreverência, na procura de novas formas para servir antigos propósitos) e Hitchcock (relativamente ao método, ao rigor e planeamento, e à característica própria de quem sabe exactamente aquilo que pretende atingir em termos criativos).

Gostaram de visitar o Royal Cafe? Esperavam o pedido de encore com que a plateia vos brindou? Em meu nome, e em representação dos Pyroscaphe, posso afirmar que foi um prazer consultar o teu sítio. Obviamente, felicitamos-te pelo teu óptimo trabalho e agradecemos o agradável encontro que nos proporcionaste. Os músicos normalmente não pensam nos encores, ou pelo menos não é uma das ideias mais presentes no nosso imaginário, mas sem dúvida todos os músicos se realizam quando esse fenómeno toma lugar, e foi fantástico verificar-se isso no teu sítio na Web.

Um abraço dos Pyroscaphe

Rui Rodrigues

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Royal Cafe Convida: Fanfarlo

Fevereiro 11, 2009 · 1 Comentário

Fanfarlo

Sempre fui um fã de Fanfarlo.

Desde que os descobri, no início de 2008, que fiquei deliciado com os primeiros singles – “Talking Backwards” (2006), ““Outsiders/In The Trunk” (2007), “Fire Escape”/”We Live By The Lake” (2007) e “Harold T Wilkins” (2008).

Para descrever o som desta banda londrina em uma frase, tenho que o pôr nos seguintes termos: “A melhor banda indie desde a conquista de Arcade Fire!”. Houve grandes bandas indie a surgir desde o lançamento de “The Funeral”, mas nenhuma tão boa e consistente como Fanfarlo.

Nascida graças aos esforços de um sueco residente em Londres chamado Simon, que reuniu Amos, Mark, Leon, Justin, Cathy e com eles formou os Fanfarlo, a banda mistura elementos de sopro, com um violino apaixonante e melodias pop/rock e a sua fusão proporciona-nos alguma da melhor música Indie Rock/Pop jamais feita.

Com apenas 4 Ep’s editados até hoje, a banda já viajou meio mundo e actuou em locais como Primavera Sound 2008 em Barcelona, Festival Sudoeste 2008 em Portugal, Nova Iorque, Noruega, Suécia, só para mencionar alguns, deixando boas recordações a todos os espectadores.

Deixo aqui, em exclusivo, o concerto deles no Sudoeste 2008, na íntegra, o qual gravei com autorização da banda.

1ª Parte

2ª Parte

3ª Parte

4ª Parte


Publico aqui também uma pequena entrevista que lhes fiz no final do concerto (não tem legendas).

Actualmente aguardam pelo lançamento do seu primeiro álbum, gravado nos Estados Unidos, que se chama “Reservoir”. Deixo aqui a capa do álbum.

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O primeiro tema do álbum, “I’m a Pilot”, pode ser ouvido no Myspace deles. Recomendo vivamente a sua audição.

Podem apanhá-los em digressão no Reino Unido (estão a acompanhar a tour dos Snow Patrol), nas datas disponíveis no Website deles. Por enquanto o álbum só estará disponível nesses concertos.

Facebook dos Fanfarlo

Um muito obrigado pela visita. Foi um prazer ter-vos cá.

Voltem sempre.

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Royal Cafe Convida: Norton

Julho 8, 2008 · Deixe um comentário

Norton é uma das mais simpáticas bandas portuguesas. Como os próprios afirmam: “fazem música para o Mundo ouvir”. E o Mundo escuta.

Naturais de Castelo Branco e seguidores de uma corrente em expansão a nível global, os Norton impuseram-se como uma das bandas pioneiras do fenómeno indie em Portugal. Fortemente influenciados pela Britpop/Twee Pop/Indietronic que emergia um pouco por todo o mundo, com a edição do Ep “Make Me Sound”, em 2003, os Norton afirmaram-se como o mais claro exemplo de Indie-Rock em solo nacional. Sem pretensões de maior, apresentavam-se como o projecto português mais fiel a essa corrente crescente no mercado musical global, numa geração que dava “luz” a novas bandas como The Gift e Loto (estes últimos, mais fiéis ao fenómeno new-wave/electrónica que paralelamente emergia) e foram conquistando o seu espaço no panorama musical nacional.

O seu primeiro álbum, “Pictures From Our Thoughts “, fê-los correr Portugal de Norte a Sul, conquistando inúmeros fãs a cada actuação. Junto da comunidade Indie-Rocker portuguesa, eram vistos como o mais exemplar projecto Indie, dessa nova vaga de bandas portuguesas, e vingaram num percurso mais alternativo/conceptual de eventos em Portugal e além-fronteiras.

Após editar o seu terceiro álbum, “Kersche” (com edições em Espanha e Japão), os Norton estão cada vez mais consolidados junto desse Mundo para quem a sua música se destina. Antes de actuarem no Festival ContemPOPranea 2008, em Albuquerque, Espanha, nos próximos dias 25 e 26 de Julho – festival dedicado à cena indie actual – os Norton aceitaram fazer uma visita ao Royal Café para falar do seu novo álbum,  do indie e de outras diversas temáticas.

1.  Como se formaram os Norton?

Antes dos Norton tocávamos em outras bandas (Alien Picnic e Oscillating Fan)… partilhávamos sala de ensaios e na altura (Maio 2002) decidimos, um pouco à experiência, juntar as duas bandas para ver no que resultava. No final do ano já tínhamos o E.P. Make Me Sound gravado e pronto a editar.

 

2.  Como é que quatro rapazes de Castelo Branco chegam a editar um álbum no Japão?

Acho que tem a ver com dois factores, primeiro a qualidade da música e o A&R da editora ter gostado do que ouviu, depois porque vivemos na era da internet. Se não houvesse internet era quase certo que isso não teria acontecido, pois posso dizer-te que foi tudo feito pela internet, eles descobriram-nos e dai até à edição foram poucos meses.

 

3.  O que é que o público pode encontrar em “Kersche”, o vosso último álbum?

Pode encontrar um disco com varias ambiências, da electrónica calminha, ao rock, passando pela pop. Tem de tudo um pouco. Foi um disco feito de uma maneira muito cirúrgica, cheio de pormenores que se vão descobrindo a cada audição. Mas o melhor é ouvirem!

 

4.  Acham que se tivessem iniciado o vosso projecto em Lisboa, as coisas seriam diferentes?

Diferentes seriam concerteza, agora se seriam melhores ou piores não sei! Ser de Castelo Branco tem as suas vantagens e desvantagens assim como ser de Lisboa…

Sendo de Lisboa talvez teria sido mais fácil para nós arranjar uma editora, uma agência… é lá que está tudo, quando há reuniões, entrevistas… temos de nos deslocar a Lisboa, e nem sempre é fácil. Mas ser de Castelo Branco tem várias vantagens, a facilidade de termos a nossa sala de ensaios, o estarmos mais perto de Espanha é sem duvida uma mais valia, a nível de viagem para nós é quase igual ir a Madrid ou ir ao Porto.

 

5.  Sentiram-se pioneiros de um estilo musical, em Portugal?

Pioneiros não digo, mas se reparares bem somos das únicas bandas em Portugal a fazer este estilo de musica, se não formos mesmo os únicos! Tens muitas bandas rock, muitas bandas dance, pop… mas alguém a misturar a electrónica com o indie de guitarras e teclados vintage tens pouco ou nenhum. Pelo menos não estou a ver ninguém.

 

6.  Quando formaram o grupo, definiram-se desde logo um produto do movimento Indie que emergia um pouco por todo o mundo?

Sim, há muitas bandas em todo o Mundo com sonoridade parecida com a nossa e com as quais nos identificamos. Apesar de hoje em dia para a imprensa e para as pessoas tudo é indie, desde que seja novo é indie!

 

7.  Quais as vossas principais influências?

A nível musical a variedade é imensa, dos Pavement aos Bloc Party, dos Notwist aos Killers, dos Hot Chip aos Death Cab For Cutie. Mas cada vez menos somos influenciados pela musica que ouvimos…

 

8.  Com que artista ou banda mais gostariam de colaborar?

Essa pergunta não é fácil… há imensos! O Ben Gibbard dos Death Cab For Cutie seria um deles, o Brandon Flowers dos Killers, os Sigur Rós… até mesmo a Lovefoxxx dos Css.

 

9.  Consideram que o conceito Indie atingiu neste momento o seu expoente máximo, globalmente falando? E em Portugal? Existe uma corrente indie portuguesa?

Como disse anteriormente hoje em dia tudo o que seja novidade é Indie para a imprensa… O verdadeiro indie para nós são os Yo La Tengo, os Pavement, os Sonic Youth, Built To Spill…

Em Portugal não creio que exista uma corrente Indie neste momento, existiu na altura da Bee Keeper e da Lowfly Records. Agora a mistura é muito grande para se chamar simplesmente de Indie!

 

10.              O que esperam do Festival ContemPOPranea?

Já é o segundo ano que tocamos lá, pois estivemos lá no 10º aniversário em 2005. É um Mundo á parte, é um Mundo Indie Pop completo. O que esperamos? Esperamos lotação esgotada como tem tido nos últimos dois anos e um publico interessado e conhecedor…

 

11.              Deveria haver eventos do género em Portugal? Já temos público para que isso aconteça?

Deveria claro! Mas aquele festival em Portugal não teria mais de 200 / 300 pessoas se tanto, em Espanha tem lotação esgotada e já estão a pensar mudar o local para um maior, tal é a procura.

Mas acho que teria de ser começar por algum lado… nos primeiros anos o ContemPOPranea também era pequeno. Aquilo que perguntavas à pouco sobre se havia movimento indie em Portugal, pois em Espanha tens! E basta ires ao ContemPOPranea para veres isso, não é só a musica, tens as lojas de roupa, as pessoas… e tudo o que há à volta!

É incrível como tocamos num dos maiores festivais de Espanha pela segunda vez e em Portugal não fazemos nenhum festival, depois dizem que não há lobbys…

 

12.              Qual a banda do line-up desse festival que mais anseiam por ver?

Obviamente os Teenage Fanclub, vai ser uma honra partilhar palco com eles. São uma espécie de ídolos de adolescência, estamos ansiosos por ver o concerto deles.

 

13.              Como está o panorama musical actual, no nosso país?

Há cada vez mais bandas e melhor música e isso é bom! Obvio que também há por ai muita coisa má, mas isso é como em todo o lado.

 

14.              E o futuro dos Norton?

A curto prazo é tocar ao vivo o máximo possível, estamos a marcar nova Tour para Espanha para depois do Verão e depois é começar a compor para o novo disco…

 

15.              E o que acham do conceito do blog Royal Café?

O conceito é óptimo, é bom ver que cada vez há mais blogs e websites a falar de musica portuguesa e a apoiar as bandas. Visto que cada vez temos menos publicações musicais, pelo menos na internet a coisa vai melhorando.

Força com isso!

Myspace

O Royal Cafe agradece. Voltem sempre!

 

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Royal Cafe Convida: Madame Godard

Janeiro 11, 2008 · 1 Comentário

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O Royal Cafe tem o prazer de convidar uma das bandas mais talentosas do nosso país.

Juvenal Vieira, Pedro Amaro, Paulo Oliveira, Paulo Gonçalves e José Ribeiro constituem a formação de um dos projectos musicais mais singulares (e mais interessantes) de Portugal.

Após conquistarem o segundo lugar no Termómetro Unplugged, uma memorável actuação no Festival Paredes de Coura (foram considerados a melhor actuação portuguesa no respectivo festival, a par dos The Gift) e reunirem uma legião de admiradores considerável, os Madame Godard vão, finalmente, editar um álbum neste início de 2008. Para mim, será já um dos grandes momentos musicais do ano que agora se inicia.

Não percam tempo e visitem o seu Myspace. O contágio será imediato. Enquanto não chega às lojas o aguardado álbum de estreia, é com prazer que vos apresento:

Madame Godard!

Royal Café: Descrevam a vossa música numa frase.
Madame Godard:
A música não se descreve… ouve-se.

R.C.: Como se formaram os Madame Godard?
M.G.: É uma história demasiado comprida e demasiado chata. Tem todos os ingredientes de um belo filme de domingo de Páscoa.

R.C.: O segundo lugar no Termómetro Unplugged abriu-vos algumas portas? E influenciou-vos de alguma forma na vossa postura perante a música?
M.G.:
Foi um ano de ouro para o termómetro. A final decorreu num coliseu cheio de gente e com transmissão na Rádio Comercial, numa altura em que ainda não havia muitos festivais. A exposiçao foi grande, nomeadamente ao nivel da crítica e do meio musical. Consequentemente houve horizontes que se abriram e oportunidades que surgiram. O 2º lugar e o prémio do público foi uma boa desculpa para começarmos a justificar aos nossos pais e namoradas o porquê de tantas horas a ensaiar.

R.C.: A vossa actuação no Paredes de Coura deixou marcas nos espectadores presentes. A ideia de se fazerem acompanhar por membros de uma orquestra é para continuar?
M.G.:
Sim, mas só pontualmente. Trabalhar com uma orquestra requer muita disponibilidade e, na maior parte dos casos, orçamento. Imaginamos que os The Gift tenham tido uma tarefa Hercúlea em conseguir tocar durante anos com orquestra. Há que felicitá-los, a eles e aos membros da orquestra.

R.C.: A par dos The Gift foram considerados como a melhor actuação de banda portuguesa nessa edição do Paredes de Coura? Isso deu-vos uma motivação extra para levarem este projecto avante?
M.G.:
É sempre bom saber que o nosso trabalho está a ser reconhecido. Nós tivemos a oportunidade de tocar em Paredes de Coura numa altura em que não tinhamos disco e pouca gente conhecia o nosso projecto. De um momento para o outro, estavamos a partilhar o palco com os dEUS, Lamb The Gift, Etc… Saber que as pessoas que nos ouviram pela primeira vez gostaram é sempre positivo. Estar no Top 5 das actuações dessa edição foi fantástico. Uma das maiores alegrias que resultou desse concerto foi vermos a crítica do Nuno Galopim no Diário de Noticias onde tivemos honras de título e foto na página reservada ao festival.

R.C.: Qual a actuação que mais gostaram de ter dado até hoje?
M.G.:
A final do Termómetro Unplugged, por ter sido o nosso primeiro grande concerto e definitivamente o Festival de Paredes de Coura.. Tocamos em Coura, ainda que em palcos diferentes, duas vezes e em anos consecutivos .. É um local especial para nós. Os organizadores acreditaram no nosso projecto quando éramos praticamente desconhecidos. Foi uma grande montra.

R.C.: E qual o festival que “dariam tudo” para actuar?
M.G.: Nenhuma preferência especial.. Queremos tocar o mais possível. É claro que seria óptimo actuar em qualquer um dos grandes festivais.

R.C.: Acham que nos dias de hoje há uma necessidade de recuperar hábitos remotos? Não só na música, mas no próprio quotidiano?
M.G.: Depende… há certos hábitos que merecem estar esquecidos.

R.C.: Acham que o progresso tecnológico pode ser ameaçador? Em que aspectos?
M.G.:
O uso que se faz da tecnologia é que se pode tornar ameaçador… nunca o progresso em si. O progresso é apenas uma consequência natural da insatisfação humana.

R.C.: Quais as vossas maiores influências?
M.G.: É difícil nomear uma grande influência que se distinga. Somos cinco elementos, que têm uma vivência musical muito variada. Há músicos que já tocaram Punk, Heavy-metal, Música clássica.. Alguns de nós têm projectos paralelos.. O Pedro faz parte do Circolando (Teatro de rua) e Madandza (Danças Africanas), o Zé toca, também, com os Semente (Percussão), o Juvenal é DJ ocasionalmente ( Funk 70..s/80..s).. Há uma grande diversidade e isso acaba por se reflectir na nossa música, processo criativo, imagem, etc..

R.C.: E com que artista gostariam de colaborar?
M.G.:
Bem, é uma pergunta complicada.. Se fossemos responder literalmente, a lista seria infindável mas muito resumidinho seria assim.. No mundo dos mortos, provavelmente, o Gainsbourg ou Joe Strummer.. no mundo dos sonhos, Tom Waits.. no mundo real, talvez o Paulo Furtado. O Strummer e o Furtado podem parecer um pouco deslocados do nosso universo mas são esses extremos que gostamos de experimentar.. Em tempos, fizemos uma versão do “love will tear us appart” com violino e trompete. Foi um desafio particularmente interessante. Esperamos que o Ian Curtis não tenha dado voltas na tumba..

R.C.: O vosso projecto é singular na música portuguesa. O facto de cruzarem diversos estilos e influências torna-vos uma banda muito eclética. Foi sempre um dos vossos objectivos?
M.G.: Não diria singular mas…nós nunca premeditamos a diferença. A nossa música é aquilo que expira da sala de ensaios. Tocamos uns acordes, se algo nos agradar ou inspirar, trabalhamos a partir daí. A música tem vida própria, vais acrescentando pormenores e instrumentos, ela ou os rejeita ou não. Depois há os momentos.. Há dias em que estamos “sintonizados” numa frequência e outros que nem rádio temos.. Está tudo na inspiração do momento. Claro, que não há inspirações divinas.. tudo é derivado daquilo que te rodeia.. O Filme que viste, a conversa que tiveste, a música que ouviste.. hoje, ontem ou há uns meses.. Nada se cria, tudo se transforma.

R.C.: Acham que se não tivessem interrompido o projecto durante estes últimos anos, que hoje seriam uma das principais bandas portuguesas?
M.G.: Havia muitas bandas da nossa geração com grande qualidade que não conseguiram vingar. Gostamos de acreditar que, com um pouco de sorte, poderiamos ter chegado mais longe mas daí a ser uma das principais bandas nacionais vai um longo caminho.. éramos muito verdinhos..

R.C.: Digo isto, porque acho que a vossa música tem muito potencial de exportação. Paralelamente, acho que será muito bem aceite por público e crítica portuguesa. É esse um dos vossos objectivos?
M.G.: Parece-nos muito simpático da tua parte.. O nosso objectivo maior é, neste momento, concretizar o disco. Colocar um ponto final e fechar este ciclo. Vê-lo nas estantes das lojas, reais ou virtuais, vai-nos dar uma enorme satisfação. É o nosso sonho e, a menos que aconteça uma catástrofe, esse ciclo será fechado muito brevemente. Em relação à aceitação do disco por parte do público e critica, evidentemente que gostávamos que fosse bem recebido.

R.C.: Referem que vão editar o vosso álbum de estreia no início de 2008, sob a produção de Paulo Miranda. Falem-nos um pouco sobre esse álbum, que aguardamos ansiosamente.
M.G.:
Se tudo correr bem, o álbum estará pronto até ao final do ano. Podemos vir a ter algumas surpresas no que toca a participações especiais, tanto a nível de interpretação como de produção. Vai ser um disco à imagem daquilo que temos feito ultimamente. Mais colorido do que na nossa fase inicial e sem scripts estabelecidos. As músicas disponíveis no myspace parecem-nos reveladoras daquilo que será o resultado final.

R.C.: Consideram-se parte de algum movimento musical contemporâneo?
M.G.: Talvez de uma geração que começou a olhar para os nossos artistas de uma forma diferente. Os Portugueses hoje acreditam mais nos projectos nacionais. Muito se deve às comunidades virtuais e às rádios, mas mais importante ainda é haver muitas bandas de qualidade que não devem nada ao que de melhor se faz lá fora. Hoje podemos ver os BSS a brilhar em Inglaterra, o Tigerman e os Wraygunn em França, os The Gift e X-wife em Espanha, os Terrakota aqui e ali, os Moonspell em todo o lado.. Também de uma geração que viu os Silence 4 e os The Gift, entre outros, a cantar em inglês, ter airplay, tocar em todo lado e vender discos. Isto sim, é um Portugal moderno.

R.C.: Quais as vossas perspectivas de futuro?
M.G.:
Se depender de nós, tocar tocar tocar…

R.C.: O que acham do conceito do Royal Cafe?
M.G.: Neste caso o progresso tecnológico funcionou… É sempre bom ter cultura e bons conteúdos à distancia de um click. Ficamos a aguardar o cafézinho via web…

R.C.: Querem deixar alguma mensagem aos jovens aspirantes a músicos?
M.G.: Se acreditam no vosso som, não se deixem levar por ondas e marés.. Toquem o que vos sai da alma.. o que mexe com os vossos sentidos. Afinal a música é uma extensão daquilo que nós somos e vivemos. Desfrutem do momento. Isso, parece-nos o mais importante.

“A música é o tipo de arte mais perfeita: nunca revela o seu último segredo” Oscar Wilde

Myspace

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O Royal Cafe agradece a sua presença. Foi uma honra.

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Royal Cafe Convida: D3O

Novembro 29, 2007 · 1 Comentário

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Os D3Ö (lê-se the trio) são um dos estilhaços dos Tédio Boys, a mítica banda de rock’n’roll de Coimbra que marcou o panorama musical português na década de 90. Liderados pelo carismático vocalista/guitarrista Toni Fortuna, os D3Ö são um power-trio à antiga, complementado por Tó Rui (na guitarra) e Miguel (na bateria).

Formaram-se em 2002 e desde aí já gravaram três Eps: 6PackTrack, 8TracksOnRed e 7HeartBeatTracks. Com o fechar deste ciclo, os D3Ö andam agora na estrada a promover esta triologia, lançada recentemente em formato box-set.

Power-trio com influências declaradas no blues-rock eléctrico, os D3Ö são uma das melhores bandas nacionais ao vivo da actualidade.

O Royal Cafe aproveitou a presença dos D3o para lhes colocar as seguintes questões:

Royal Café:  Descrevam a vossa música numa frase.
D3O: ROCK, entrega, suor e diversão.

R.C.:  Consideram-se parte do movimento musical de Coimbra, que inclui nomes como Wray Gunn, Bunny Ranch, entre outros?
D.:
Eu sinceramente não acho que exista um movimento em coimbra, só pessoas que ao longo dos anos sempre quiseram fazer música, empenhados num objectivo, e ainda o estão(empenhados), e assim acho que nós podemos ser mais um exemplo disso.

R.C.: E reconhecem uma “regionalização” musical em Portugal? Que se conseguem identificar os diversos movimentos musicais, a partir das suas origens regionais?
D.: Penso que não é uma questão de região, depende da altura em que determinado projecto aparece, o que pretendem fazer nessa altura, que experiencias tiveram e até que ponto querem repetir a mesma experiencia ou tentar alguma coisa nova.

R.C.: Quais as vossas maiores influências?
D.: Tudo o que nos rodeia, a vida em geral.

R.C.: Como classificam o actual panorama musical nacional?
D.: Está muito melhor do que estava há uns anos, mas ainda há muito para fazer.

R.C.: E o que acham das novas bandas e tendências musicais portuguesas?
D.: É tudo um bocado ciclico, depende se essas bandas aparecem por vontade dos próprios musicos ou se depende de “castings”, porque quando inicias um projecto, de raiz, o que fazes é fruto do aglomerado de experiencias e vontades dos envolvidos, agora se for uma questão de “casting”, é só mesmo vender uma coisa que de alma tem pouco…

R.C.: Porque é que a exportação musical continua a ser tão grande obstáculo às bandas portuguesas?
D.: Porque as bandas não se mexem para sair de portugal, a vida é cheia de sacrificios, e só espalhando a semente se colhem frutos…

R.C.: E que medidas resolveriam essa questão?
D.: Cabe a cada um descobrir o seu caminho…

R.C.: O que podem esperar as pessoas de um concerto dos d3o?
D.: Entrega, diversão, rock, suor e tudo o resto só se sabe estando lá e no próprio dia e hora da entrega.

R.C.: Qual o concerto que mais gostaram de dar até hoje?
D.: Não creio que se consiga ter uma unanimidade sobre UM, pensamos sempre no próximo.

R.C.: E com que bandas gostariam de partilhar um line-up?
D.: Muitas, dependendo do sítio onde se estivesse a tocar, desde as míticas até ás mais recentes….

R.C.: O que acham do conceito do Royal Cafe?
D.: Um bom conceito, uma boa iniciativa, FORÇA RAPAZES!!!

R.C.: E uma palavrinha acerca do progresso tecnológico. O que vêm de positivo/negativo nisso? Em termos gerais.
D.: Como tudo, existe sempre aspectos positivos e negativos, mas ainda assim é muito melhor do que viver na ignorância, só dá trabalho percebermos o que não queremos….e fazer a opção mais acertada possível.

R.C.: Quais as vossas perspectivas de futuro?
D.: Continuar o nosso trabalho com a entrega de sempre e conseguir chegar mais longe a a mais pessoas.

R.C.: Querem deixar alguma mensagem aos jovens aspirantes a músicos?
D.: Acreditem no vosso trabalho, e não desistam na primeira contrariedade. Permaneçam firmes em relação aos vossos principios.

D3o Myspace

O Royal Cafe agradece a sua presença. Voltem sempre.

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