Retrospectivas: Nacho Vigalondo

Nesta noite de 18 de Setembro, a 2 dias da estreia oficial da primeira longa-metragem realizada por Nacho Vigalondo, o Royal Cafe apresenta aos seus clientes uma retrospectiva da sua, para já curta, carreira fílmica. Sentem-se. O proveito é vosso. O prazer é nosso.

Nascido em Cabezón de La Sal, região espanhola de Cantabria, Ignacio Vigalondo – mais conhecido por Nacho Vigalondo – é realizador, guionista e actor. Estudou na Universidade do País Basco, em Comunicação Audiovisual, mas não concluiu o curso, dedicando-se à escrita de pequenas curtas-metragens e anúncios televisivos. A sua originalidade e imaginação invulgar estão bem patentes no primeiro exercício fílmico como realizador: a curta-metragem “Código 7”, inspirada na ficção científica de Phillip K. Dick e dividida em três hilariantes episódios:

“Código 7 -Episódio 1”

“Código 7 – Episódio 2”

“Código 7 – Episódio 3”

Apesar do pouco impressionismo visual, a hilariante narrativa merece atenção.

No ano seguinte, Nacho Vigalondo decide empregar os seus esforços numa curta mais artística e ambiciosa. Escreve, realiza, compõe a música e protagoniza a obra-prima “7.35 de la Mañana”. Vence o Óscar de melhor curta-metragem e dá uma mostra das suas potencialidades, antevendo um futuro brilhante no mundo da 7ª arte. A seu respeito, Nacho foi bastante elucidativo: “É uma história na qual, se não te convence o suspense, podes rir dos protagonistas, e se não te dão riso, podes cantarolar a canção, e se não te agrada a canção, podes alegrar-te recordando que só dura oito minutos.”

“7.35 de la Manãna”

Este filme demonstra como uma ideia genial pode ser reconhecida além-fronteiras e colocar o nome de um humilde, mas genial, realizador no seio do panorama mundial do cinema.

Dois anos depois, em 2005, Nacho decide arriscar noutra produção ambiciosa, de grande tratamento artístico a nível visual e aborda, de forma cómica, a necessidade de auto-afirmação do ser humano perante o próximo, realizando a curta-metragem “Choque”.

“Choque”

No mesmo ano de 2005 realiza outros trabalhos menos ambiciosos, do ponto de vista visual, mas igualmente brilhantes como exercícios fílmicos. A sua criatividade como guionista permite-lhe realizar várias curtas não menos agradáveis, mas com um orçamento mínimo, se não mesmo escasso.

“Domingo”

“Una Lección de Cine”

“Cambiar El Mundo”

Actualmente vai estrear a sua primeira longa-metragem “Los Cronocrímenes”, no festival de cinema fantástico de Sitges, no próximo dia 20, e o trailer deixa muita água na boca:

Nacho Vigalondo. Um nome a fixar. Com apenas 30 anos é, sem dúvida, dos mais promissores realizadores do Mundo. A sua genialidade criativa deixa bem patente que, por vezes, não é preciso dinheiro para criar algo que entretenha o espectador. Que agrade ao espectador. Uma boa ideia muitas vezes faz um bom filme. E isso é cinema.

Para os demais interessados fica o link do seu blog (recomendo a leitura do post “Si Yo Hubiese Hecho Transformers”) e da sua página pessoal.

Esperemos pelo Fantas e, muito provavelmente, pela exibição de “Los Cronocrímenes”.

Até lá, talvez seja melhor rever uma vez mais cada peça do brilhante puzzle que é a obra de Nacho Vigalondo.

Fecha a cortina. Obrigado.

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One thought on “Retrospectivas: Nacho Vigalondo

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