Escrita de Argumento Interactivo

Nesta noite de 4ª Feira, dia 19, a surpresa que o Royal Cafe tem para vocês é um desafio.

Candeeiro

Partindo desta imagem, o Royal Cafe desafia os seus clientes à escrita de um argumento cinematográfico interactivo. Isto é, através dos comentários a este post, os nossos clientes podem lançar ideias tendo em vista a criação desse argumento. Todas as ideias são válidas, desde que tenham algum relacionamento com a imagem.
Conforme as ideias se forem sucedendo, o argumento tenderá a ganhar uma forma mais válida. Por exemplo, o cliente x imagina um banco iluminado por esse candeeiro. O cliente y imagina um casal que partilha, nesse banco, todo o seu amor. O cliente z, por sua vez, imagina um serial killer que vitima esse casal, nesse banco, debaixo desse candeeiro. E assim sucessivamente. O desafio tenciona ser um exercício criativo estimulante para todos os clientes do Royal Cafe. E, através da junção dos diversos gostos cinéfilos de cada cliente, criar um argumento coeso, original e com o maior interesse cinematográfico possível.

Na próxima 4ª Feira será anunciado o argumento definitivo, ou seja, o prazo para a sua criação é exactamente 1 semana.

Se o argumento for merecedor de tal, o Royal Cafe compromete-se a consumar a produção de uma curta-metragem, com o tempo máximo de filme de 10 minutos, baseada nesse argumento. E, após a sua conclusão, efectuar a sua exibição no Royal Cafe.

Para todas e quaisquer dúvidas: royalcafe@portugalmail.com

O Royal Cafe conta com a vossa criatividade. Divirtam-se.

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4 thoughts on “Escrita de Argumento Interactivo

  1. Slot diz:

    Eu sugeria um trovador errante, que todas as noites, debaixo do candeeiro toque as suas músicas, com a sua viola, pensando na vida que poderia ter tido.

  2. e depois fartando-se um bocado da noite, dá mais um trago na sua garrafa di vinho, e parte a viola contra o muro de granito, com uma raiva imensa…..

  3. WiseMax diz:

    É noite, a luz do candeeiro é a única visível, mas a câmara foca as cercanias, até se fixar na rua escura. Um vulto dá passos cambaleantes, vê-se mal, bastante mal, mas percebe-se que está em graves dificuldades. Cambaleia, agarra-se às paredes de modo errante, tem as mãos no ventre. Geme um pouco, como um choro de cão ferido – um som “impróprio” de um humano, aquele que é a agonia, a antecipação do fim, mas também a dor de ver esvair-se a vida por um buraco. Finalmente, próximo da luz, mas muito mal iluminado, cai de borco, a princípio retorcendo-se, depois (sempre gemendo, isto é tão patético como qualquer gajo indefeso a levar uma tareia, é crua e ignobilmente visível que o gajo está acabado, que se agarra parvamente à pouquíssima vida que tem, o espectador deve ter aqui toda oportunidade de gozar o estupor filho da puta que realmente é – o espectador, não o desgraçado). Rebusca e da carteira que lhe cai da mão espalha-se o conteúdo no chão, umas fotografias. Ficam na zona bem iluminada. A câmara foca-se (zoom in) e faz um close artístico pra caraças da foto da namorada (presumimos que é) e daí uma transição criativa para um episódio sem qualquer ligação directa com o desgraçado. Volta a fixação no rosto da dita no final e passa à mãezinha, ao sei lá quem (no máximo de 3 ou 4, isto é uma curtíssima metragem, não é um filme do antonioni…). A ideia é ligar fragmentos da vida das pessoas que contavam para o desgraçado às fotos que ele tem na carteira, o espectador que se oriente com o (im)possível significadao dessas vidas. Importante é mostrar que não sabemos realmente o que se passa entre as pessoas. Especialmente entre jovens.. que eles também não. Bem, como dizia o Duchamp, a arte está no receptor, se não a viram neste filme… pois é porque não chegaram lá. E chegámos ao maravilhoso final. Quando a câmara devolve a última imagem “viva” do retratado (lembram-se dos retratos caídos da carteira?) sobe pelo braço acima do desgraçado, prescruta-lhe o rosto e faz mais uns floreados “psicológicos” muito breves. O momento culminante é quando a luz do dia começa a surgir. O desgraçado e a respectiva poça de sangue começam a ver-se melhor, e então dá-se o anti-clímax: o candeeiro apaga-se no mesmo momento em que o sangue se liberta da boca dele – ou seja. apagam-se os dois ao mesmo tempo.
    Escusado será dizer que o filme é escuro de ambiente e filmado a PRETO E CINZENTO. Variação possível: conforme o carácter a dar aos personagens das fotos, assim se pode filmar o pequeno excerto das suas vidas em cores vivas para uma pessoa, mortiças (esverdeadas) para outra e cinzentas claras para outra, etc. Um contraste facultativo, que pode ser usado pelo realizador para contrastar a vida (dos outros) com a morte (do rapaz). Ou podíamos virar isto tudo ao contrário e a morte do rapaz ser em cores vivas e os outros vivos-mortos em cinzento escuro… O que é preciso é que o resultado SURPREENDA. Cumprimentos a todos. WiseMax.

  4. Slot diz:

    Gosto da ideia WiseMax. Mas por mim não entrava muito numa onda dramática. Cortava um pouco com a temática habitué do “nosso” cinema, que constantemente recorre à solidão, ao deprimente e procurava levar esta história numa onda mais ritmada. Enveredando pela comédia ou por uma situação de mais acção.
    Não estou em nada contra a tua ideia, só uma questão de apetência pessoal.

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