Royal Cafe Convida: Pato Fu

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BIOGRAFIA (por Agência Produtora)

«John, Fernanda Takai e Ricardo Koctus formam o grupo PATO FU, em setembro de 92, em Belo Horizonte. A proposta da banda era fazer música de forma não convencional, unindo bases eletrônicas a guitarras pesadas, música regional, baladas e o que mais aparecesse pela frente.

O trio eletrônico logo ficou conhecido no meio universitário. A primeira DEMO da banda foi enviada para todos os veículos especializados, que apontaram o PATO FU como uma das mais criativas bandas de sua geração

O primeiro disco, ROTOMUSIC DE LIQUIDIFICAPUM foi lançado pelo selo independente Cogumelo, em 93. A banda conseguiu vencer a fronteira de Minas Gerais e fez shows no eixo Rio – São Paulo – Brasília e algumas capitais do nordeste.

A banda começa a aparecer no cenário nacional com seus clips na MTV Brasil em 1994. O ano de 95 marcou o lançamento do 2º cd, GOL DE QUEM?, já pela gravadora BMG. Músicas coma Sobre o Tempo e Qualquer Bobagem deram à banda o prêmio de revelação no 1º Video Music Awards da MTV Brasil e também no 1º Prêmio Multishow de Música Brasileira. O PATO FU toca nos Estados Unidos pela primeira vez nesse mesmo ano.

1996 foi muito marcante para a banda, pois, além de participar do Hollywood Rock ao lado de Cure, Robert Plant e Smashing Pumpkins, o PATO FU coloca um baterista de carne e osso: Xande Tamietti.

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TEM MAS ACABOU foi o 3º cd (produzido por André Abujamra, do KARNAK). Já com o trabalho consolidado, eles passaram o 2º semestre de 96 e o 1º de 97 tocando em diversas capitais do país.

Em 1998 sai o 4º cd, TELEVISÃO DE CACHORRO, que, pela primeira vez, colocou o PATO FU nas rádios nacionalmente com Antes Que Seja Tarde, Eu Sei e Canção Pra Você Viver Mais. A banda sai em turnê durante 1 ano e 3 meses, fazendo mais de 140 apresentações.

1999 termina com o 5º cd, ISOPOR (também produzido por Dudu Marote, o mesmo do álbum anterior). Em menos de dois meses, o novo álbum conquistou o disco de ouro e a banda continuou nas rádios com a música Depois. 2000 foi um dos anos mais movimentados da carreira da banda; com agenda lotada de shows, diversas participações em discos como o do IRA!, Rita Lee, Marcelo Bonfá, Zélia Duncan, Karnak e Herbert Vianna. O grupo também gravou um tema para a Olimpíada 2000, veiculada pela Rede Globo de Televisão.

A banda encerrou a turnê ISOPOR no início de 2001, com uma memorável apresentação no ROCK IN RIO 3, tocando para 200.000 pessoas ao lado de nomes como Oasis, Guns ‘n Roses, Beck, Foo Fighters e REM.

2001 é o ano do RUÍDO ROSA, sexto cd. Gravado essencialmente num estúdio caseiro, mas mixado em Londres pelas mãos competentes de Clive Goddard (PuIp, Placebo, entre outros). Esse disco trouxe à banda a maior coleção de elogios desde o início de sua carreira, sendo apontado em muitas críticas como o melhor lançamento do pop/rock brasileiro dos últimos anos. A banda foi apontada, pelos críticos da revista TIME, como uma das 10 melhores bandas do mundo. Entre outras bandas eleitas estão U2, Radiohead e Portishead.

2002 marca os dez anos de vida da banda. PATO FU lança seu CD/DVD – MTV Ao Vivo. A primeira música de trabalho, POR PERTO, torna-se um grande sucesso de execução nas principais rádios do país.

Um bocado de tempo se passou desde o último lançamento. Quase três anos. Fernanda e John tiveram sua primeira filha e esse intervalo foi em grande parte dedicado à produção do oitavo CD, “Toda Cura Para Todo Mal”, lançado em maio de 2005. A música “Anormal” já está sendo executada nas rádios de todo país.»

PATO FU
Fernanda Takai – vocal e violão
John – guitarra, programações e vocais
Ricardo Koctus – baixo e vocais
Xande Tamietti – bateria
Lulu Camargo – teclados

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O Royal Cafe aproveitou a sua presença para colocar as seguintes questões:

Royal Café: Descrevam a vossa música numa frase.
Fernanda Takai:
Música variada sem fronteiras de tempo ou espaço.

R.C.: Como se juntaram os Pato Fu?
F.T.: A gente se conheceu numa loja de instrumentos musicais em 1990. Mas a
banda só começou a tocar em 1992, com a formação inicial que era um
trio: eu, John e Ricardo.

R.C.: Falem-nos um pouco acerca do vosso novo álbum, “Daqui Pró Futuro”. Em
que difere dos vossos trabalhos anteriores?
F.T.:
É disco mais calmo do Pato Fu. Todos os discos anteriores tem músicas
muito contrastantes entre si, acho que este álbum é mais homogêneo. Sem
ser chato, espero… : )

R.C.: O que têm a dizer acerca do futuro? Do progresso tecnológico e do que de
positivo/negativo poderá trazer?
F.T.:
O futuro traz muita coisa boa, mas alguns pontos discutíveis. Somos
muito pró-tecnologia quando ela facilita a nossa vida, nos permite uma
certa onisciência. Quem sabe dosar bem o uso dela na vida de modo geral,
com certeza vai ter um saldo mais positivo. Acho ruim hoje a questão dos
direitos autorais estarem saindo do controle de todos. Há várias pessoas
que precisam viver de sua produção intelectual, por exemplo. Então sou a
favor de conteúdos liberados desde que alguém ou alguma coorporação
esteja pagando alguma conta, pois ela existe.

R.C.: E em relação à música, a um nível global?
F.T.: A música vai muito bem. Em todas as épocas é preciso separar as coisas
boas das ruins. Temos grandes talentos hoje e a música nunca foi tão
consumida como agora. Ela está no telefone móvel, nas páginas da
internet, nos filmes, tvs, elevadores, aeroportos….

R.C.: E em relação aos Pato Fu? Quais as vossas perspectivas de futuro?
F.T.: Somos uma banda com 15 anos de carreira, sabemos que são raros os grupos
que duram tanto tempo assim, mantendo-se produtivos e em turnê ano a
ano. Queremos apenas continuar a fazer a música que gostamos e se
possível mostrá-la ao mundo inteiro. Enquanto estiver bom para todos,
temos fôlego pra continuar.

R.C.: É difícil exportar a música brasileira?
F.T.: Se é um tipo de música brasil-exportação é fácil. O samba, bossa nova,
mpb e o axé por exemplo, encontram sempre muitas portas abertas pelo
planeta todo. Difícil é exportar a produção daqui que não tem um aspecto
“puro” brasileiro, como é nosso caso. Mas acho que aos poucos vamos
achando o público interessado nesse tipo de música, pois ele existe em
todos os países também.

R.C.: Que medidas facilitariam essa questão?
F.T.:
Passar mais tempo no estrangeiro a divulgar nossa música, o que de certa
forma enfraqueceria nossa carreira aqui e custaria caro. Ou fazer algo
mais clichê de música brasileira – que não está em nossos planos.

R.C.: Vocês são a “alma gémea” da banda portuguesa “Clã”. Como se conheceram e quando sentiram que poderiam colaborar enquanto artistas?
F.T.: Foi através da indicação de um jornalista português, o Pedro Salgado,
que conheci pela internet algumas canções deles. Fizemos contato por
email e marcamos um encontro por ocasião de uma viagem de férias que
fizemos a Portugal em 2003. Pra nossa surpresa eles também se mostraram
muito simpáticos à nossa música. Houve uma grande afinidade pessoal
entre Helder, Manuela, John, eu e nossas filhas que hoje tem idade
semelhante. Acho que nossas colaborações em divulgar mutuamente os
trabalhos do Pato Fu e Clã tem sido bem recebidas pelas platéias de
ambos os países.

R.C.: Com que artista gostariam de colaborar, futuramente?
F.T.:
Falo de meu lado apenas, não sei o que diriam os outros integrantes:
Suzanne Vega e Tracey Thorn.
São duas das vozes que mais aprecio.

R.C.: Quais as vossas maiores influências?
F.T.:
No geral aqui no Pato Fu ouvimos quase tudo que é feito no mundo e de
todas as épocas. O ponto comum é a música dos anos 80.

R.C.: Recorrem a alguma espécie de “ritual”, durante o processo criativo,
como forma de inspiração?

F.T.: Não. Fazemos sempre algumas anotações sobre temas interessantes mas o
processo de criação é mais trabalhoso mesmo. Parar. Escrever. Jogar
fora. Reescrever. Aproveitar ou não. Tentar de novo, colocando a
autocrítica no máximo.

R.C.: Qual o concerto que mais gostaram de dar até hoje?
F.T.:
Cada um vai dizer um show diferente… O meu preferido foi a noite no
Hollywood Rock em 96, quando abrimos pro The Cure, uma de minhas bandas
mais queridas.

R.C.: E qual o festival que “dariam tudo” para actuar?
F.T.: Fuji Rock no Japão ou talvez o lendário Reading, na Inglaterra.

R.C.: Querem deixar alguma mensagem aos jovens aspirantes a músicos?
F.T.:
Acho que os novos artistas não precisam de muitos conselhos. Às vezes
ficam ouvindo gente demais e descaracterizam a sua música tentando achar
um molde de sucesso. Posso dizer que não dêem prazo pra música
acontecer. A recompensa acaba vindo!

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Os Pato Fu aceitaram disponibilizar para os clientes do Royal Cafe o tema “30.000 Pés”.

Website

Myspace

Foi com grande honra que o Royal Cafe abriu as portas aos Pato Fu. Voltem sempre.

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