Royal Cafe Convida: Mandrágora

626391482_l.jpg

“Mandrágora é nome de uma planta que possui virtudes fecundantes e  
afrodisíacas, uma raiz medicinal cujo fruto, idêntico a uma pequena  
maça, exala um odor forte e fétido. A raiz da planta tem a forma  
humana e de acordo com a crença popular, a mandrágora grita como gente  
quando é arrancada da terra.
É também o nome de um jovem colectivo do Porto, que se destaca pela  
criatividade das suas composições originais. Temas que evocam a  
tradição musical Portuguesa, exploram o encontro com outras culturas e  
deixam ainda transparecer uma grande diversidade de influências da  
música moderna.
Duas maquetas, o disco de estreia “Mandrágora” e largos anos de  
concertos nacionais e internacionais, são a raiz gritante desta banda  
folk.
A primeira maqueta “Presença”, gravada em 2000 obteve o 2º lugar nos  
“Prémios Maqueta”. Já “O Aranganho”, promocional de 2002, serviu de  
balão de ensaio para o que viria a ser o futuro disco.
O álbum de estreia “Mandrágora” foi editado pela Zounds/Sabotage em  
2005 e imediatamente aclamado pela critica especializada, chegando a  
ser apontado como “o melhor álbum de grupos Portugueses de 2005” Luís  
Rei – Crónicas da Terra.
A atribuição do Prémio Carlos Paredes de 2006 em exaequo com “Ascent”  
de Bernardo Sassetti, veio confirmar o mérito deste trabalho. O prémio  
Carlos Paredes é atribuído pela Câmara de Vila Franca de Xira, com o  
objectivo de premiar anualmente o melhor álbum de música instrumental  
não erudita, nomeadamente a de raiz popular portuguesa, tendo em conta  
a importância que ela tem para o reforço da nossa identidade cultural.
Das actuações ao vivo na banda, destacam-se a participações no 1º.  
Festival Intercéltico de Sendim (2000), Festival Cuarto de los Valles  
(Astúrias, 2001), Teatro do Campo Alegre (2001), Folkontest em  
Grândola, Eurofolk 2002 (França), no 10º aniversário do programa  
radiofónico “Viva a Música”, da Antena1 (2005) e no Festival de Música  
Tradicional Portuguesa na Casa da Música (2006).”

l_3a7e6e1c363d5fb253fcacee30b8ed181.jpg

O Royal Cafe aproveitou a presença dos Mandrágora para lhes colocar as seguintes questões:

Royal Café: Descrevam a vossa música numa frase.

Mandrágora: Música instrumental de muitas influências, tradicionais e modernas, numa fusão inesperada, profunda, nada superficial – Gostámos muito quando o João Bonifácio no Público se referiu a nós como: “música não domada”. 

R.C.: Como se formaram os Mandrágora?

M.: Três de nós (Ricardo a Filipa e Pedro) começamos a encontrar-nos só pelo gozo de tocar em meados de 1999.
Em 2000 decidimos levar as coisas mais a sério, gravamos uma maqueta e integramos mais dois músicos para dar os primeiros concertos.
 

R.C.: Como foi receber o prémio Carlos Paredes 2006? Consideram-no a máxima distinção nacional da música Folk portuguesa?

M.: Não podemos dizer que seja a máxima distinção da música Folk Portuguesa em geral visto que se trata de um prémio específico para música instrumental não erudita.Agora recebê-lo em “ex-aequo” com “Ascent” de Bernardo Sassetti foi uma honra e um privilégio e só prova que estamos no bom caminho…agora é só continuar a trabalhar. 

R.C.: E receber o prémio no álbum de estreia podem influenciar o futuro em que medidas?

M.: Além de uma maior exposição a nível nacional, o disco que se segue terá que ser ainda melhor. 

R.C.: Porquê recuperar uma tradição musical algo “esquecida” nos dias de hoje? Utilizar instrumentos cada vez mais raros no panorama musical mundial?

M.: É normal dar um carinho especial a objectos do passado achados no presente.As modas são cíclicas, o que hoje parece esquecido pode ser revivido amanhã. Quantas vezes vimos, por exemplo na forma de vestir, velhos costumes ser adoptados novamente. Provavelmente isso aconteceu-nos com a música. No entanto não nos consideramos assim tão fieis a uma tradição. Vivemos num mundo de influências ás quais não escapamos. Provavelmente o que acontece é que há uma tentativa de compilar aquilo que nos agrada; velhos sons com novas musicalidades.  

R.C.: Qual a actuação que mais gostaram de ter dado até hoje?

M.: Na Casa da Música aquando do Festival de Música Tradicional, e nos Açores, as pessoas proporcionaram uma festa a qual não vamos tão cedo esquecer. A proximidade e o carinho com que fomos recebidos marcaram-nos de uma forma especial. Alguns rostos ainda hoje estão presentes quando nos lembramos do concerto dado à beira mar iluminado pela lua que parecia maior do que alguma vez foi. 

R.C.: E qual o festival que “dariam tudo” para actuar?

M.: Woodstock nos anos 60. 

R.C.: Acham que nos dias de hoje há uma necessidade de recuperar hábitos remotos? Não só na música, mas no próprio quotidiano?

M.: Reviver o passado é compreender o futuro. Mesmo que não recuperados, há a necessidade de compreender os velhos hábitos. 

R.C.: Acham que o progresso tecnológico pode ser ameaçador? Em que aspectos?

M.: O progresso tecnológico torna a vida mais fácil e confortável, musicalmente falando. Também nós gostamos dos “efeitos” que temperam o som. O facto de ser mais fácil um individuo compor, editar e divulgar a sua música no conforto de sua casa só pode ser considerado uma bênção dos tempos modernos. Claro que já recorremos à Internet para ter contacto com alguma musica sem ter que comprar o CD. O que pode ser considerado uma perda de venda pode, também,  ser considerado uma forma gratuita de divulgação de um trabalho. Infelizmente nem tudo são rosas, e o progresso tecnológico é realmente ameaçador na área da preservação ecológica. Não há bela sem senão. 

R.C.: Quais as vossas maiores influências?

M.: Cada elemento tem as suas influências mais pessoais. Há uma certa individualidade neste ponto. As influências pessoais dos membros da banda variam entre o Jazz, o Rock, o Folk e estilos mais alternativos, e mesmo nos estilos coincidentes entre os elementos há referências distintas. Apenas o amor pela música é o mesmo. 

R.C.: Gostavam de fazer uma banda-sonora para um filme?

M.: Claro, porque não? 

R.C.: Como se classificam enquanto actuação ao vivo?

M.: Simplicidade é a palavra que nos ocorre. Poderão ser até os próprios instrumentos que pintam o cenário. 

R.C.: Querem deixar alguma mensagem aos jovens aspirantes a músicos?

M.: Quer se seja um músico profissional ou apenas porque se gosta, ser musico é um privilégio. É uma forma de expressão que não se consegue ter com palavras. Se há a vontade de aprender a tocar um instrumento essa vontade deve ser cumprida. Todos deviam saber tocar qualquer coisa.

Os Mandrágora aceitaram disponibilizar para os clientes do Royal Cafe o seu vídeo promocional.

Website

Myspace

O Royal Cafe agradece a vossa presença. Voltem sempre.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: