Royal Cafe Convida: Pyroscaphe

pyroscaphe

A história dos Pyroscaphe abre-se nos primeiros meses de 2008.

Quatro músicos Portugueses (Braga) reuniram-se em torno de um objectivo comum – traduzir a crueza das margens da vida para
som e música.

Fred (voz, guitarra, teclados) dos “At Freddy’s House”, Rui (bateria) ex-membro dos “Big Fat Mamma”, Figas (baixo) e Márcio (guitarra)
ex-membros dos “La Resistance” construíram, com as linguagens do rock e dos blues, uma invulgar versão deste mundo enegrecido.

O álbum de estreia da banda, “Undergod, Underdog”, abre uma porta para as ruas de um lugar onde bandidos, assassinos, mendigos e jogadores são personagens centrais. Demónios, cães, espantalhos e garrafas de vinho invertem a ordem normal das coisas, preenchendo um mundo onde também Deus defronta a sua própria fragilidade. Em cada música encontramos uma destas histórias.

O álbum, lançado em iTunes, Napster e eMusic pela editora norte- -americana “Poison Tree Records” (sediada em Los Angeles, CA), está disponível para download em 23 países.

pyroscapheband@gmail.com
http://www.myspace.com/pyroscapheband
+351 96 230 72 97

  • Podem fazer aqui o download do primeiro single de “Underdog, Underdog”, intitulado “The Walking Scarecrow”.
  • Aproveitando a ocasião da sua visita, segue-se uma pequena conversa que tive com o Rui Rodrigues:

Royal Café: A vossa formação resulta quase como uma all-star band de anteriores projectos bracarenses. Essas experiências anteriores são decisivas no sucesso de Pyroscaphe? Ou este projecto rompe completamente com os anteriores ideais que cada um de vós tinha?

Rui Rodrigues: Para ser completamente honesto terei de responder afirmativamente a ambas as questões: ou seja, as experiências anteriores dos músicos que compõem os Pyroscaphe são, sem dúvida, um elemento fundamental da construção da personalidade individual de cada um dos músicos. É precisamente essa experiência passada que nos conduz a um processo de evolução, aberto, livre, sem medo de experienciar novos métodos, em suma, abordagens distintas daquilo que cada um de nós já experimentou no passado.

O vosso álbum, “Underdog, Underdog”, foi editado pelo selo norte-americano Poison Tree Records e está disponível para compra em 23 países. O facto de cantarem em inglês foi decisivo no lançamento do álbum pela editora californiana?

Eu penso que sim. A língua inglesa é ainda um veículo universal, e por outro lado, é uma língua clássica do rock. Não direi, contudo, que o facto de cantarmos em inglês tenha sido o factor mais importante para a nossa editora, simplesmente é importante em termos de internacionalização.

Reconheço traços de projectos como Queens of The Stone Age, Pearl Jam, Tool, Soundgarden ou Stone Temple Pilots na vossa música. São essas as vossas principais influências? Se não, quais são?

Pessoalmente, revejo influências em todos eles, mas admito que o grupo encerra uma quantidade infinita de influências pois todos nós nos movemos em áreas musicais muito distintas. Em todo o caso, penso que não cometo nenhuma incorrecção se disser que as influências mais partilhadas serão aquelas que nos chegaram através do grunge (para utilizar projectos referidos diria Pearl Jam ou Soundgarden).

Acham que a divulgação que os diversos meios de comunicação portugueses fazem aos novos projectos nacionais é insuficiente?

Eu não colocaria a questão em termos de suficiência. Aquilo que penso, a título pessoal, é que não existe em muitos casos pluralidade. Não há ainda muitos meios de comunicação a tratar de uma forma equivalente quer os projectos mainstream quer os projectos mais alternativos. Embora existam casos absolutamente dignos de uma política editorial (de organização da redacção, etc.) consistentemente apoiada nos valores da pluralidade, o facto é que a grande maioria (que corresponde simultaneamente às grandes difusoras de opinião) das corporações dos media não tende a referir os projectos emergentes e, por norma, quando o faz já leva algum atraso.

O tema “Mobster Outfit” demonstra bem a vossa versatilidade musical. Se eu utilizasse “System of a Downtempo” como um adjectivo descritivo do tema, qual seria a vossa reacção?

Para já seria de espanto. Honestamente penso que nenhum de nós contaria ouvir tal adjectivo relativamente a este tema, mas essa é a parte interessante da música, a que diz respeito às percepções do auditório e do público.

Reconheço a atenção pormenorizada que vocês dão a todos os detalhes das vossas músicas. Se fizéssemos uma comparação metafórica da vossa banda a um realizador de cinema, qual seria o nome correspondente? Mais uma vez é difícil responder em nome do colectivo porque todos apreciamos trabalhos cinematográficos diferentes. Pelo que, à minha opinião diz respeito, eu diria Kubrick (na irreverência, na procura de novas formas para servir antigos propósitos) e Hitchcock (relativamente ao método, ao rigor e planeamento, e à característica própria de quem sabe exactamente aquilo que pretende atingir em termos criativos).

Gostaram de visitar o Royal Cafe? Esperavam o pedido de encore com que a plateia vos brindou? Em meu nome, e em representação dos Pyroscaphe, posso afirmar que foi um prazer consultar o teu sítio. Obviamente, felicitamos-te pelo teu óptimo trabalho e agradecemos o agradável encontro que nos proporcionaste. Os músicos normalmente não pensam nos encores, ou pelo menos não é uma das ideias mais presentes no nosso imaginário, mas sem dúvida todos os músicos se realizam quando esse fenómeno toma lugar, e foi fantástico verificar-se isso no teu sítio na Web.

Um abraço dos Pyroscaphe

Rui Rodrigues

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