Royal Cafe Convida: Destil’Art & Beangrowers

O Royal Cafe tem o orgulho de apresentar, pela primeira vez no seu espaço, um evento com duas bandas convidadas.

Senhoras e Senhores, convosco, Destil’Art:

destilart

Projecto que data de 2006, formado por membros dos extintos Overdrive, Destil’Art afirma-se como uma promessa da música portuguesa.

Oriundos da região da Serra da Estrela, Flávio Torres (voz e guitarra), Manuel Póvoa (baixo), John Hamilton (bateria) e Marco Silva (guitarra) editaram o seu primeiro Ep em 2008, intitulado “O Fim e O Princípio”, que está disponível para download no site da banda. Actualmente encontram-se a trabalhar no próximo álbum.

Deixando o prenúncio que poderão advir coisas muito interessantes deste projecto, é com grande prazer que o Royal Cafe os chama ao palco.

Website

Myspace

Na sua visita ao Royal Cafe, os Destil’art presentearam os presentes com o seu single “Casos Banais”.

E, aproveitando a sua presença, colocámos-lhes as seguintes perguntas:

Royal Cafe: Que dificuldades extra encontra uma banda do interior de Portugal?

Destil’Art: No nosso caso formar a banda foi um processo muito natural sem grandes preocupações visto ser constituída por amigos e companheiros de música de longa data, já nos aturamos há mais de 12 anos e no fundo somos uma família grande ou talvez uma irmandade onde somos o sinónimo uns dos outros. Encontramos vantagens no nosso meio (interior) porque todos os músicos se conhecem e participam em projectos paralelos sem qualquer problema, aqui todos nos damos bem e assim que haja oportunidade de nos ajudarmos mutuamente isso acontece com facilidade. As únicas dificuldades que sentimos tem a ver com a falta de apoio á promoção e divulgação o que não aconteceria se estivéssemos noutros locais estratégicos do nosso país, mas de facto aqui vivemos num cantinho inspirador tranquilo que vale por outras coisas que ganharíamos noutros lugares.

No vosso Myspace encontramos várias fotos de artistas musicais portugueses, na secção das vossas influências. São nomes como José Afonso, Sérgio Godinho, entre outros, referências incontornáveis dos Destil’art?

Essas referências fotográficas incluídas no nosso Myspace advêm de um conjunto de valorismos musicais no qual nós achamos importantes e que nos identificamos pessoalmente.Musicalmente sentimo-nos satisfeitos sermos influenciados por este género de artistas que no entanto são apenas alguns sobre o qual nos sentimos próximos, por isto a nossa música transpira um transformismo de faixa para faixa que obviamente se enquadra sempre no conceito “Rock”.

O que mudariam no vosso trajecto, se pudessem?

Não mudaríamos o nosso trajecto mas sim o nosso meio para uma melhor abertura musical e cultural, incluiríamos um roteiro e espaços no nosso interior onde as novas bandas tivessem oportunidade de apresentar os seus trabalhos assim como mudaríamos também o trajecto de algum capital de instituições dominantes para que fosse investido na cultura e apoio á divulgação das coisas boas que por aqui se fazem, porque o nosso verdadeiro trajecto e objectivo é tocar ao vivo e sentir o público.

Estão satisfeitos com a produção do vosso EP?

Olha o nosso álbum foi produzido por nós juntamente com o Gil Duarte e a masterização ficou a nosso cargo, atendendo ao orçamento que nós tínhamos disponível ( Low Cost), ás condições que foram boas e ao grande empenho desenvolvido por nós e por uma vasta equipa de gente apaixonada de várias áreas artísticas o resultado final é Satisfação completa.

Ao ouvir os vossos temas reconheço algumas influências dos Ornatos Violeta. Talvez pela parecença da voz do Flávio com a do Manuel Cruz. São os Ornatos uma influência vossa?

Atendendo a essa relação nós apenas compomos aquilo que de facto sentimos e obviamente que algumas das nossas influências estão presentes e irão continuar futuramente, achamos que temos muitas coisas boas que nos são próprias como o casamento perfeito da melodia com os sons mais rockeiros onde o caminho lírico se enquadra numa poesia em que o publico se poderá identificar facilmente.

O que podemos esperar dos Destil’art enquanto banda, para o futuro?

Enquanto banda queremos compor, gravar, tocar, enfim rockar por este país fora e ficamos felizes.

Onde é que preferiam actuar? Super Bock, Super Rock, Sudoeste, Alive ou Paredes de Coura?

Qualquer um deles tem um carisma fantástico e tocaríamos em qualquer um , mas é certo que o Paredes de Coura o Super bock Super rock ou mesmo o mais recente Alive serviriam melhor a nossa musicalidade visto estes terem um formato que se adequa ao nosso género.

Qual o artista com quem mais gostariam de partilhar o palco?

Ui ui ui, pergunta difícil…. Olha Luís como imaginas há tantos artistas com que gostaríamos de partilhar o palco. Nacionais todos aqueles que gostamos sei lá, o Palma o Godinho e todos os novos projectos de boa música que por aí andam. Internacionais podia ser Led zeppelin, Jimi hendrix talvez o Zappa os The Who a abrir um concerto nosso e o Bob Dylan a preparar-nos o catering no camarim (brincadeira).

O que têm a dizer sobre esta visita ao Royal Cafe? O que acharam do público?

Quanto ao Blog “Royal Café” tem um conceito bem interessante ao qual dirigimos os parabéns e o nosso verdadeiro apoio. É sem duvida uma união de artigos e pensamentos de diferentes áreas que promovem e ajudam a divulgar os mais diversificados projectos. Tiramos o chapéu. O Público somos todos nós que encaram o meio artístico saudável e sincero e é este público que dá a força para que se continue a trabalhar com a máxima dedicação, sim somos exigentes tranquilos.

Felicidades e Abraços dos Destil’art

Para a segunda parte do evento, é com grande prazer que anuncio, directamente de Malta: Beangrowers!

beangrowers1

Oriundos da mediterrânica ilha de Malta, Alison Galea (voz/guitarra), Mark Sansone (baixo/synths) e Ian Schranz (bateria/synths), compõem os Beangrowers.

Myspace

Website

Projecto pop/rock já com três álbuns editados, viram vários dos seus singles rodar regularmente na MTV e na VIVA. Estabelecidos em Berlim, na editora Rough Trade, partilharam palcos com os Elbow, Tindersticks, Stereophonics e dEUS, entre outros. Wim Wenders usou o tema “The Priest”, dos Beangrowers, no seu filme de 2005 – “Land of Plenty”.

3 anos consecutivos a formar parte do cartaz do prestigiado festival norte-americano SXSW, os Beanrgowers são já uma certeza da música europeia, com álbuns vendidos em todo o mundo.

Na sua visita ao Royal Cafe, os Beangrowers partilharam com a audiência dois dos seus mais recentes temas:

Not In a Million Lovers

Quaint Affair

Aproveitámos a sua presença para lhes colocar as seguintes questões:

Royal Cafe: Vocês são provavelmente a primeira banda que já alguma vez conheci oriunda de Malta. É difícil exportar música de lá?

Beangrowers: Como Malta é uma ilha pequena, sem um verdadeiro mercado musical, sempre foi difícil para bandas de lá promoverem a sua música localmente e, acima de tudo, exportá-la. Quando começámos era muito difícil promover a nossa música e quase impensável exportá-la. Realmente, foi uma sorte sairmos de lá e percebermos como funcionam exactamente as coisas. Hoje as coisas estão um pouco melhor para as bandas maltesas, mas a situação geográfica da ilha complica sempre.

SXSW é a maior referência para bandas emergentes. Como foi, para vocês, estar no festival?

Da primeira vez foi incrível, a segunda foi muito fixe, a terceira foi gigantesca e descontrolada!! Foi sem dúvida uma grande experiência e que nos colocou no lugar, ao percebermos como centenas de bandas partilhavam o palco com expectactivas semelhantes… Apesar disso, fomos muito bem recebidos e tivemos bom feedback (apesar de ninguém saber onde ficava Malta, claro).

Qual a sensação de ter uma música vossa num filme de Wim Wenders?

Wim Wenders sempre foi o nosso realizador preferido e ter uma música num filme dele foi um sonho tornado realidade. Não é todos os dias que tens uma música num álbum ao lado de nomes como Leonard Cohen e David Bowie…

Porquê Berlim? É mesmo a capital europeia da cultura, nos dias de hoje?

Berlim foi o nosso primeiro lugar, graças à editora Rough Trade, que é de lá. Actualmente já não vivemos lá, mas continua a ser uma das nossas cidades preferidas, pela música, pelas pessoas e a vida em geral.

Vocês afirmam-se como um cruzamento entre Blondie e Joy Division. Eu reconheço traços grunge na vossa música. Quem são as vossas maiores influências? E vossos preferidos da actualidade?

Pela nossa idade percebes que crescemos na época grunge, mas sempre seguimos projectos mais antigos ao grunge. Sempre fomos buscar inspiração a música mais antiga e filmes mais antigos do que os anos 90.

Qual será o movimento musical do futuro?

Banda-sonora porno. Seria interessante, não?

Qual a sensação de estar no Royal Cafe? O que mudariam no espaço?

Estamos gratos pelo convite e contentes por saber que vamos ser divulgados em Portugal! Não nos ocorre nada que possamos alterar no espaço. Continuação de bom trabalho!

Obrigado!

Alison, dos Beangrowers

O Royal Cafe agradece a presença de ambos! Voltem sempre!

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