Um Funeral À Chuva

Tenho andado “away” do Royal Cafe…

Uma das principais razões desse afastamento prende-se com o envolvimento que tive nos últimos meses com o projecto “Um Funeral À Chuva”, ao qual dedico este regresso.

Em Julho do presente ano foi-me entregue pela Lobby Productions um guião intitulado “Tempo Presente: As Memórias De Um Estudante”, com o intuito de trabalhar sobre o mesmo. A temática debruçava-se sobre um reencontro de ex-colegas de universidade, numa data especial para um deles e, fundamentalmente, centrava-se na questão do afastamento que vida lhes tinha imposto no pós-universidade.

Achei o tema pertinente, tendo em conta que não me recordo de outro filme português que abordasse a mesma temática (recordo-me assim fugazmente de “Rasganço”, de Raquel Freire, embora este retratasse o mundo académico noutro contexto) e tendo igualmente em conta o crescimento constante de ingressos no ensino superior que tem sido observado em solo nacional. Existem cada vez mais estudantes universitários no presente, inúmeros outros que já o foram (e que recordam esses tempos com enorme saudosismo) e tantos mais que anseiam por o vir a ser.

É um tema actual da nossa sociedade e, também para mim, um tema muito pessoal (porque passei por ele há bem pouco tempo).

Posto isso, parti para esse desafio com um objectivo bem definido – retratar as amizades que se criam enquanto estudante universitário. Esse é, foi e será, para mim, o aspecto mais importante de todo o percurso universitário (obviamente que a formação que daí resulta é fundamental na vida de cada um, mas que vazio restaria se não fosse nesse meio que se cultivassem as mais verdadeiras e duradouras amizades que permanecerão ao longo dos anos).  E, como tal, abordar então a questão do afastamento pós-universitário. De que forma o passar dos anos influenciará a nossa relação com aqueles que consideramos os amigos “para uma vida”?

E, para trabalhar sobre isso, parti de um princípio trágico à globalidade dos mortais – o funeral de um deles.

Assim nasceu a história de “Um Funeral À Chuva”, a história de Marco, Zé, Diana, Susana, André, Rui, Vasco e João.

Podem ver aqui o trailer:

Posso, como guionista do filme, reconhecer as minhas principais influências para a criação do guião. Entre elas, sem dúvida “The Big Chill”, de Lawrence Kasdan, “Garden State”, de Zach Braff, “Little Miss Sunshine”, de Jonathan Dayton & Valerie Faris, “Death At A Funeral”, de Frank Oz, “Eulogy”, de Michael Clancy e, entre muitos outros, “Elizabethtown”, de Cameron Crowe. Reconheço também inspiração em “12 Angry Men”, de Sidney Lumet, para uma parte específica do filme (que acabou por sofrer alterações nas várias versões que o guião acabou por ter).

Dado que desempenhei igualmente as tarefas de Assistente de Realização durante a rodagem, tenho um esboço mental de como sairá o resultado final e, com isso, posso prometer que “Um Funeral À Chuva” se tratará de uma comédia séria, bem disposta e com algum humor negro à mistura.

Resta-me esperar que o filme chegue até vós. E que o encarem com um sorriso, porque ele irá retribui-lo.

A data de estreia (ainda não confirmada) será por volta de Maio de 2010.

Até lá, acompanhem as iniciativas que irão surgir no:

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Volto em breve, com mais novidades. Cumprimentos.

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