Royal Cafe Convida: The Lines

Hoje sobem ao palco do Royal Cafe os britânicos The Lines.

Oriundos de Wolverhampton, os The Lines formaram-se em 2006 e em 2008 atingiram o Top 10 Britânico com o single “Domino Effect”.

Desde então já partilharam palcos com os The Killers, os Babyshambles ou os Supergrass e apresentam-se como uma das mais promissoras bandas britânicas.

Estão neste momento a preparar o segundo álbum e é com enorme prazer que hoje os apresentamos no nosso ilustre espaço. Aproveitámos a visita para lhes colocar algumas questões.

Royal Cafe: Descrevam-nos a vossa música numa frase.

The Lines: Uma banda-sonora para a vossa vida.

R.C.: O vosso projecto tem agora 5 anos. Que tal foi atingir o Top 10 Britânico logo com o vosso primeiro single?

T.L.: Atingir o Top 10 Indie da BBC foi um sentimento muito humilde, para nós, uma vez que partilhávamos as escolhas de nomes como Thom Yorke ou Band of Horses.

R.C.: Quanto tempo dedicaram à gravação do vosso primeiro álbum (de seu título “The Lines”)?

T.L.: Gravámos esse álbum há um par de anos atrás. Foi curioso porque tivemos várias formações durante o nosso percurso e, graças a isso, permitiu-nos debruçar várias vezes sobre o nosso material e recomeçar processos. Esse álbum contém material do nosso início, bem como coisas novas que foram surgindo.

R.C.: Wolverhampton tem sido um obstáculo para a vossa carreira, no sentido em que uma localização em Londres poderia ter benefícios?

T.L.: “Para te safares na indústria musical tens de viver em Londres” é uma expressão que se ouve muito, mas que consideramos uma espécie de mito. Obviamente que a existência de inúmeras editoras, managers, imprensa, etc, é sempre uma ajuda, mas também conhecemos bandas que apostaram tudo numa ida para Londres e o percurso deles tem sido numa espiral negativa desde então. Com a quantidade de redes sociais hoje em dia, torna-se fácil estar localizado em qualquer parte e atingir os objectivos com dedicação. Wolverhampton tem sido muito positivo para nós e temos construído uma enorme base de fãs locais que esperemos que continue em crescimento.

R.C: O vosso projecto tem sido várias vezes comparado aos The Verve. Que têm a dizer sobre isso?

T.L.: Obrigado? É uma óptima comparação, mas acho que não somos tanto “souly” como os The Verve. Temos várias influências distintas e procuramos expressá-las nas nossas músicas. Gostamos que quem oiça as nossas músicas as encaminhe para o universo que deseja.

R.C.: Que bandas vos influenciam mais?

T.L.: Como disse, temos várias influências distintas. Acho que depende dos diversos estados de espírito e da forma como nos sentimos em determinados dias. Musicalmente somos influenciados por bandas como os The Beatles, os Stones, Radiohead, The Verve, Super Furry Animals, UNKLE, 2 Many Dj’s e por estilos desde o Northern Soul, Motown, o Hip-Hop ao Country… Somos bastante “open-minded”e acreditamos que é importante sê-lo.

R.C.: Conseguem nomear o vosso melhor GIG até ao momento?

T.L.: Essa é difícil. Perguntam-nos isso várias vezes e nunca sabemos bem o que responder, uma vez que já tivemos vários GIG’s fantásticos… todos fantásticos por diferentes razões. Talvez aquele que para mim tenha sido mais emocional e que mais me tenha preenchido tenha sido quando esgotámos o Wulfrun Hall em Wolverhampton no ano passado para o lançamento do álbum. Grande ambiente, audiência incrível e foi uma percepção do que poderia ser atingido.

R.C.: E em que cartaz/festival/local gostariam de ter o nome?

T.L.: Festival teria de ser Glastonbury. Estive lá no último par de anos e é simplesmente mágico. Fazer parte desse line-up seria um privilégio. Nomear um local é mais complicado. Há vários bons. O Roundhouse em Londres é único, seria muito bom.

R.C.: Se tivessem a possibilidade de escolher um artista para uma colaboração, quem seria?

T.L.: Mais uma boa questão. Haveria várias respostas boas para esta. Os Chemical Brothers ou os UNKLE seria bom. São enormes influências em vários aspectos da nossa música e acho que poderia resultar em algo muito interessante. Também gostaria de gravar com o David Burn (Detroit Social Club), para ver o que ele conseguiria fazer connosco.

R.C.: Alguma vez visitaram Portugal?

T.L.: Eu ainda não. Gostava de visitar Portugal porque tenho ouvido que o pessoal é muito simpático e que há sempre muita hospitalidade. O nosso baixista Danny garante-me que é verdade. Talvez um dia possamos ir tocar a Portugal e apreciar por nós próprios.

R.C.: Se pudessem fazer uma banda-sonora para um filme, que filme seria?

T.L.: Um filme mudo? (risos)  Falando a sério, acho que escolheria um filme do Tarantino. Gosto bastante dos temas que ele utiliza nos filmes dele. São uma grande inspiração para criar música, uma vez que se vêem as imagens de onde ele vai buscar essa sua inspiração.

R.C.: Planos para o futuro?

T.L.: Estamos de momento a preparar o segundo álbum. Esperamos voltar à estrada em breve, tentando uma tour pelo Reino Unido, pelos EUA e talvez Europa. Queremos passar a palavra o máximo possível, porque acredito que ainda estará muito para vir.

Deixamos aqui um dos temas do primeiro álbum, “El Matador”.

O Royal Cafe agradece a visita. Foi uma honra poder recebê-los no nosso espaço. As portas ficam abertas para um regresso, atentos ao vosso percurso.

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