March Music Madness: #10

Podia ser o “Rubber Soul” (1965), o “Revolver” (1966), o irmão-gémeo “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (1967), o “homónimo/White Album” (1968), o “Yellow Submarine” (1969), o “Abbey Road” (1969) ou o “Let it Be” (1970).

Podia, facilmente. E, de certa forma, não deixa de ser uma certa injustiça nomear só um álbum, no meio de tanta obra-prima.

Mas é impressionante constatar que o quarteto de Liverpool lançou em apenas 5 anos 8 álbuns de inegável preponderância na História da Humanidade. E digo 8 já sem contar com os que os precederam (uma vez que com a inclusão de “A Hard Day’s Night” e de “Help!” facilmente passariam a 10, aumentando somente pouco mais de 1 ano na escala). Mas 8 já é um número excepcionalmente redondo.

Podia, sim. E não ficaria com qualquer tipo de remorso.

Mas, contudo, se há álbum dos Beatles que considero estar num patamar um nadinha além do que é humanamente possível, esse álbum é o “Magical Mystery Tour” (1967). Considero que é o momento de maior arrojo em toda a carreira dos Fab Four, o de maior irreverência e, consequentemente, o que atingiu o conceito que mais longe os levou na criação artística.

Há quem nele apenas veja a potência do LSD. Eu vejo uma interdisciplinar comunhão de quatro génios transcendidos pela ambição do novo.

E é desse desplante que se faz a verdadeira arte.

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