March Music Madness: #13

1971, mas agora em Portugal.

A ditadura caminhava a passos rápidos para o estalar de uma revolução e a música ganhava uma conotada dimensão política sem rival em toda a História da nossa pátria.

José Afonso já era o resistente José Afonso, censurado autor de “Os Vampiros” – talvez o símbolo maior da música contestatária até então – e começava a deixar de ser o José Afonso do fado coimbrão.

Depois, sem qualquer tipo de afiliação partidária que se lhe conheça, junta-se a José Mário Branco e no Natal desse mesmo ano brindam-nos com as “Cantigas do Maio”.

O álbum viria a tornar-se o símbolo de uma revolução (os gritos da “Grândola” ainda hoje ecoam pela sociedade moderna) mas, fora toda a conotação política do disco, indiscutível mesmo é todo o brilhantismo musical que o caracteriza. Poucos discos têm tamanho dom de me arrepiar sentimentos como este.

Dois génios sem igual, no panorama musical/criativo nacional. José Afonso já partiu, mas o José Mário não.

Façamos-lhe justiça enquanto vivo e de boa saúde e porque toda a ajuda é pouca, aproveito para comunicar que tenho uns amigos a produzir um pertinente documentário sobre sua vida e obra. Podem saber mais (e apoiar) aqui.

Um bem haja a todos.

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