March Music Madness: #22

Tive a felicidade de ter nascido e de ter crescido entre as discotecas e os bares que os meus pais na altura possuíram.

Ainda andava eu a braços com o alfabeto, com a tabuada do ratinho e com a memorização d’A Portuguesa e já por vezes pelo cair da noite ajudava a apanhar copos ao som do disco que se segue.

Talvez tenha sido estranho para os meus colegas de escola primária (e para a minha professora, que desempenhou um excelente trabalho no meu estímulo intelectual) o facto de por vezes me apanharem a cantarolar temas como “Killing in the Name”, “Take the Power Back” ou “Bullet in The Head”. Admito que sim, ainda que por essa altura não me fosse ainda fácil distinguir a direita da esquerda.

Banda formada em 1991, primeiro álbum homónimo editado imediatamente no ano seguinte. Como é que uma coisa criada de forma tão rápida e tão interventiva se consegue aguentar tão bem ao peso dos anos e ainda hoje se assumir como um dos discos mais energeticamente pertinentes de todos os tempos?

Há coisas que não se explicam. E outras que nunca se esquecem.

Apanhar copos nunca foi tão bom.

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