ROYAL CAFE CONVIDA: CLOUD NOTHINGS

Cloud Nothings

Foram uma das maiores revelações/confirmações musicais de 2012 e são uma das grandes promessas/certezas para 2014 (chegaram mesmo ao 2º posto na nossa lista).

O seu último álbum, “Attack on Memory” (2012), produzido por Steve Albini (“Surfer Rosa” e “In Utero”), conquistou a crítica especializada e catapultou fãs um pouco por todo o mundo.

Comigo, o álbum foi crescendo a cada nova audição e quando reparei estava já completamente rendido ao projecto de Dylan Baldi, esse miúdo de Cleveland que parece decidido a conquistar o mundo. Não duvidem, poucos discos rodaram tão incessantemente pela minha casa nos últimos anos.

“Here and Nowhere”, o novo trabalho (desta vez produzido por John Congleton), sairá no dia 1 de Abril pela Carpark Records e o primeiro avanço, “I’m Not Part of Me”, já é público e apreciado por todo o lado:

Garanto-vos que no próximo dia 7 de Junho eles irão fazer as delícias de todos aqueles que se deslocarem ao Parque da Cidade do Porto (Optimus Primavera Sound) mas até lá, e porque ainda falta tanto, fiquem com as palavras de Dylan que a nosso convite aceitou fazer uma perninha aqui pelo Royal.

Olá Dylan! Conta-nos, quando é que a música entrou na tua vida?

A música entrou na minha vida muito cedo, e desde então nunca mais saiu. Os meus pais punham música a tocar por toda a casa quando eu era mais novo e eu senti um tipo de ligação com a música desde logo, como nunca senti por qualquer outra coisa.

O que significa a música, para ti?

Eu gostava de responder a isto com qualquer coisa sábia. Mas não tenho idade suficiente para me achar minimamente sábio que seja. Diria apenas que a música é divertimento e conexão com pessoas de várias divisões sociais que normalmente poderiam manter-se afastadas. Fazer arte é a melhor forma de conhecer e conectar com pessoas que de outra forma poderias nunca vir a conhecer.

“Attack on Memory” foi/é um excelente álbum. O tipo de disco com óptimos riffs e a dose de energia e de atitude certas que só desejava que o mesmo tivesse constado na banda-sonora da minha adolescência. Achas que a tua música preenche alguma lacuna nos dias de hoje?

Só faço música que gostaria de ouvir. Se preenche algum tipo de lacuna, isso é completamente acidental. É apenas uma forma de expressão, e se a minha expressão preenche alguma lacuna no mundo musical, apenas posso dizer que isso é muito fixe.

Como chegaste ao Steve Albini? E porquê? Foi uma escolha tua? Pode ter tido algum tipo de relação com uma possível influência de discos como o “Surfer Rosa” ou o “In Utero” no teu processo criativo?

Trabalhámos com o Steve porque eu sabia que ele nos faria soar bem. Ele grava bandas de rock melhor do que ninguém e acho que a escolha dele ajudou a fazer-nos soar exactamente como se estivéssemos a tocar ao vivo.

E porquê a mudança agora para John Congleton? Foi alguma tentativa de soar parecido a algo que ele tenha feito no passado?

John Congleton foi-nos sugerido por pessoas com quem trabalhamos. Gosto muito do trabalho dele. mas não o escolhemos por causa de algum disco específico. Novamente, apenas pensei que ele seria a pessoa certa para fazer soar o tipo de canções que andávamos a escrever o melhor que pudessem. Isso é tudo o que importa, para mim.

Estou muito entusiasmado com o vosso novo álbum. Será uma continuação natural de “Attack on Memory”? O que poderemos esperar?

É um progresso relativamente natural, sim. Soa à mesma banda que fez o “Attack on Memory”, mas as canções são melhores. Mais complexas e mais subtis do que qualquer outra música que tenhamos feito até agora. Acho que poderás ouvi-las uma centena de vezes e continuar a encontrar coisas diferentes em cada canção.

Quais são as tuas ambições, na música? Tipo, se daqui a 40 anos olhares para trás, o que é que te deixaria realmente orgulhoso de ter feito/conseguido?

Já consegui muito mais do que alguma vez tinha perspectivado. Os meus únicos objectivos agora são o de continuar a evoluir e não pensar no passado e o de crescer como banda e, pessoalmente, como songwriter.

Algumas pessoas comparam-te a Kurt Cobain. Como se fosses um novo Kurt Cobain. O que achas disso?

Não sou o Kurt Cobain e não acho que vá haver algum novo Kurt Cobain. Ele era ele, tal como eu sou eu. Se acontece que fazemos música semelhante, isso é fixe, mas certamente que eu não ando a pensar que sou um novo Kurt Cobain.

Que tipo de música ouves, hoje em dia?

Oiço muita coisa. Algumas bandas novas de Cleveland, a minha terra, das quais realmente gosto são: Pleasure Leftists, Cruelster, Smooth Brain e Bad Noids.

Com que artista mais gostarias de colaborar? E porquê?

Acho que provavelmente seria com artistas que já não estão vivos. Seria óptimo poder tocar blues nos anos 30 e nos anos 40, por exemplo, ou tocar guitarra com John Fahey ou Sandy, mas quando eles estavam no seu melhor momento.

Gostas de cinema? Gostavas de colaborar com algum cineasta? Qual?

Gosto de cinema, estou sempre a ver filmes. Mas acho que não fui feito para cinema. Seria um péssimo actor e dificilmente me imagino a colaborar na criação de uma banda-sonora para um filme. Prefiro apenas admirar filmes, e não fazer parte desse mundo.

Já estiveste em Portugal. O que achaste do país?

Tocámos no Porto há alguns anos atrás e fui a Lisboa com a minha namorada de férias no verão. Adoro Portugal, é um dos meus sítios preferidos no mundo! Estou ansioso por regressar nos próximos meses.

Muito obrigado Dylan! Venha a ti o mundo que mereces.

E volta sempre!

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