BENNETT MILLER

Bennett

1966, USA

Bennett estreou-se com um documentário (The Cruise, 1998) que retrata a história de um guia turístico em Nova Iorque. Desde logo ficou registado o seu interesse por personagens fortes, alicerce de qualquer narrativa que se preze. Não seria portanto de estranhar que a sua estreia em ficção se focasse num biopic do controverso Truman Capote (Capote, 2005), filme que consagrou a grandeza do eterno Philip Seymour Hoffman (diga-se, a título de curiosidade, seu antigo companheiro de escola) e que lhe valeu desde logo uma nomeação ao Óscar de Melhor Realizador.

O seu (firme) passo seguinte surge no encalço de uma desistência de Steven Soderbergh, ao assumir as rédeas do maravilhoso guião escrito a meias entre Zaillan e Sorkin que resultou no muito bem sucedido filme-sensação de 2011, Moneyball. O filme proporcionou a Brad Pitt um dos seus melhores registos e afirmou o talento de Jonah Hill na liderança de um fortíssimo elenco secundário. Alavancado neste sucesso, Bennett tornou-se num dos mais apetecíveis novos realizadores no activo, ali pelas bandas Hollywoodianas.

Contudo, o seu grande marco até à data – e verdadeira razão de constar nesta lista – foi o seu inclassificável 3º take: o intrigante, genial e surpreendente Foxcatcher (2014). Trata-se de um filme que me apanhou desprevenido (dado o Oscar buzz e o tom prévio de Moneyball na antecipação de mais um heartwarming biopic desportivo), que foge de todas as convenções do género com a força de um rompante trovão, e do qual guardo algumas das melhores memórias das mais recentes colheitas Ocidentais. Carrell, Ruffalo e Tatum nunca tiveram (nem terão) algo naquele nível de desafio pela frente, o próprio Bennett dificilmente conseguirá atingir um registo tão orgânico e tão excitante (de tudo fazer um estranho sentido) no futuro.

Consta que no horizonte está uma adaptação do clássico de Dickens, A Christmas Carol, e curiosidade pelo que de lá vem é coisa que por aqui não falta. Independentemente de tudo, Foxcatcher já cá canta – e será sempre uma enorme referência para o que eu possa vir a querer fazer.

#23 / INFLUÊNCIAS CONTEMPORÂNEAS

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